
Direção: Adrezj Zulawski
Sinopse:
Em meio a invasão prussiana
do território que hoje é conhe-
cido como Polônia, conspirador
é liberto de um manicômio/convento
de freiras por uma misteriosa figura
em negro que lhe pede em troca
uma lista com seus colegas cons-
piradores. Escapando na última ho-
ra do massacre promovido pelo
exército e acompanhado por uma
freira, ele chega em sua casa e encon-
tra seu pai morto, sua irmã delirante
e sua mãe em um prostíbulo de luxo,
enquanto é perseguido pelos exércitos
e guiado/comandado pela mítica figura
em negro que parece ser um misto de
demônio e salvador
Crítica:
Imediatamente banido da Polônia após
o diretor têr fracassado em sua tenta-
tiva de convencer as autoridades polo-
nesas, classificando-o como um "filme
histórico sobre a invasão prussiana",
Diabel é na verdade uma alegoria
sobre abuso de poder e do delírio e lou-
cura como último refúgio.
Ainda que todas as características que
fizeram Zulawsky ser amado e odiado
na mesma proporção estejam presentes,
infelizmente a tecelagem destes elementos
se mostram menos inspirada que na obra
prima The Third Part of the Night e em
alguns momentos passa-se a impressão do
material ter fugido ao seu controle. As per-
formances são de uma teatralidade e histeria
que por vezes beiram o ridículo e a violência
extrema (tiros na face em close, castrações,
execuções a sangue frio etc.) quase sempre opera
"contra"o filme. Mesmo com estas deficiências
Diabel não é um filme carente de qualidades.
O estilo do diretor é nada menos que exuberante
e sua câmera nervosa (um puta trabalho de
hand-held) e forca emocional têm um profun-
do efeito no espectador (escrevo esta resenha
seis dias após assisti-lo).
Diabel é Zulawsky em seu mais demente, intenso
e histérico. Não é seu melhor, mas impressiona.
Cotação: **** de *****




