sábado, 17 de fevereiro de 2007

Kill Baby Kill (Operazione Paura) Resenha


Kill Baby Kill (Operazione Paura, 1966) Direção: Mario Bava

Sinopse:
Em um pequeno vilarejo em alguma parte da Itália, um médico legista é chamado para fazer uma autópsia em uma moça morta em circunstâncias misteriosas; cravado em seu coração é encontrado uma moeda, produto de um ritual, aparentemente maléfico, produzido por uma bruxa local. Instigado pelo mistério da morte e o ritual, e pelo comportamento errático e superticioso dos habitantes, o legista, com o auxílio de uma moradora local, investigam o caso e se deparam com a lenda de uma maldição envolvendo a família Graps e a estranha influência do fantasma vingativo de uma criança, membro da família Graps, que sangrou até a morte após um acidente, a frente dos indiferentes moradores.

Crítica:
Certa vez em uma lista de discussão sobre cinema da qual eu participava, discutia-se os méritos artísticos desse filme e eis que chega o moderador e faz um comentário simples e desconcertante: Kill Baby Kill é um filme bonito de se ver. Nada mais simples e nada mais verdadeiro; o exercício em estilo e o espetáculo visual que o Mario Bava nos proporciona é algo que não dá para colocar em palavras. Ele consegue sustentar uma densa atmosfera de temor, inquietação e danação por mais de 80 minutos, não existe um build-up, é simplesmente atmosfera saindo pelos poros do primeiro ao último minuto, não conheço nenhum diretor que tenha conseguido isso. O uso surreal da iluminação e o colorido saturado, as lentes distorcidas e a espetacular trilha sonora do Carlo Rustichelli
contribuem para o efeito hipnótico e alucinatório.
Kill Baby Kill (não se deixem iludir pelo título idiota) quando da época do seu lancamento, foi aplaudido de pé pelo Luchino Visconti e homenageado pelo Fellini no seu segmento da antologia Spirits of the Dead. O filme foi feito praticamente sem dinheiro (como a maioria dos filmes do Bava), sofreu atrasos e paralisações durante sua producão a ponto dos atores aceitarem trabalhar de graça para finalizar o filme.
Kill Baby Kill é como uma canção de ninar operística composta pelo Carl Off e regida pelo tinhoso, é o testemunho de um artista de talento e gênio incomuns.
Não assista Kill Baby Kill por ser um dos melhores filmes de horror já feitos, nem por ser um exemplo máximo de cinema gótico, assista-o por ser acima de tudo um filme bonito de se ver, um poema visual de rara beleza.

Cotação: ***** de *****

5 comentários:

Eduardo Aguilar disse...

Fala Ramon!!!

Descobri seu blog através de um comment q. vc. deixou no "Mondo Paura" e aproveitei prá registrar por lá a satisfação de re-encontrar a sua figura pelo mundo da blogosfera, daí q. resolvi passar por aqui e deixar um abraço e muito sucesso!

Ramon Bacelar disse...

Fala Aguilar!

Agradeço o seu carinho e atenção cara.Com apenas três dias de atividade o blog está me dando um retorno super positivo.
Um abraço
Ramon Bacelar

Jose disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jose disse...

Puxa, estou atrás deste filme há um tempão. Como eu consigo, já lançaram por aqui?

Abraços do José Augusto

Ramon Bacelar disse...

>>>>>Puxa, estou atrás deste filme >>>há um tempão. Como eu consigo, já lançaram por aqui?

Que eu saiba não. Mas foi lançado lá fora a primeira versão oficial com imagem flawless.