sábado, 14 de abril de 2007

The Collected Stories of Robert Silverberg Volume One: To Be Continued-Resenha de livro





The Collected Stories of Robert Silverberg Volume One: To Be Continued
Subterranean Press, 392 páginas

Em minhas peregrinações consumistas pela internet,
me deparei com um ambicioso projeto da editora in-
dependente Subterranean Press: lançar a quase totali-
dade da obra contística do Robert Silverberg em 9 vo-
lumes em capa dura. Imediatamente coloquei em mi-
nha wish-list, porém com um pé atrás em relação ao
primeiro volume que se propunha a reunir os seus me-
lhores contos escritos nos anos 50, fase em que o Silver-
berg trabalhava no piloto automático como escritor de
encomenda. Minhas experiências anteriores com o Sil-
verberg cinquentista não foram muito animadoras. Em
sua maioria, sua ficção científica era composta por aven-
turas slam bang com muito barulho, movimento e pouca
substância (seus melhores contos aventurescos de FC
dessa fase foram reunidos num volume da mesma editora
entitulado In the Beginning). Não que eu não goste deste ti-
po de FC, mas a meu ver outros escritores dos anos 30, 40 e
50 já fizeram melhor. Para minha surpresa, me deparei com
contos que se distanciavam da fórmula pela qual ele ficou co-
nhecido nos anos 50.
Neste volume vemos um jovem Silverberg em fase de aprendi-
zado, é verdade; mas um aluno extremamente interessado e
ambicioso, que não se cansava em experimentar: seja imitan-
do deliberadamente os seus ídolos ou tentando encontrar a sua
voz literária.
Para mim, como fà incondicional dos seus trabalhos dos anos 60
e 70, o mais gratificante foi descobrir um novo Silverberg.

Contos:

The Gorgon Planet (1953)

Sinopse:
Equipe de astronautas e pesquisadores encontram companheiro
misteriosamente petrificado em meio a vastidão vermelha do
planeta Bellatrix IV.
Líder da equipe organiza uma busca dividida em grupos e em meio
as investigações, outro membro da equipe é encontrado nas
mesmas condições. O plano B é posto em prática, desta vez com
o conhecimento prévio da forma e comportamento do inimigo.


Crítica:
Escrito aos 18 anos de idade, The Gorgon Planet foi a primeira
venda profissional da longa e prolífica carreira do Silverberg.
Apesar do enredo ser puro clichê (não muito longe do que era
publicado na época nas revistas de FC do segundo e terceiro es-
calões) e da escrita estilo "piloto automático" (distante do estilo
literário, intimista e emocional das suas histórias dos anos 60) o
conto funciona razoavelmente bem como diversão
despretensiosa e escapista.
Um criativo e inesperado twist no finalzinho contribui para a
minha cotação.

Cotação: **1/2 de *****


Road to Nightfall (1954)

Sinopse:
Em uma Nova York consumida e devastada por
guerras e conflitos, a escassez de comida obriga
aos cidadãos a recorrerem a outros meios de ob-
tenção de alimento. Quando a cidade é excluída do
fornecimento de alimentos e a população privada
das doações, a situação se agrava e eles começam
a recorrer ao canibalismo e tráfico de carne humana.
Em meio a esse cenário desesperador, Paul Katterson
se agarra aos últimos resquícios de ética e dignidade
que lhe resta e tenta sobreviver neste mundo caótico.

Crítica:
Finalizada em 1954, mas publicada quatro anos mais
tarde por ser considerada chocante demais pelos edi-
tores da época, Road to Nightfall é considerada, a meu
ver com toda justiça, como a melhor história escrita
pelo Silverberg na primeira fase de sua carreira. É tam-
bém prova cabal do seu talento precoce (escrita aos 18
anos de idade).
O drama e o dilema do personagem central são muito bem
trabalhados e em certos momentos me senti seguro e aliviado
em ser um mero espectador.
As descrições de uma Nova York em ruínas, narradas num
estilo frio e impessoal, são plausíveis e realistas.
Road to Nightfall é um conto memorável e minha im-
pressão final é de assombro e maravilhamento.
Renderia um belo filme.

Cotação: ***** de *****


The Silent Colony (1954)

Sinopse:
Três criaturas do Ninth World vagam pelo espaço
a procura de seres da mesma espécie; após de-
tectarem vagos sinais de vida inteligente no Third
World, aterrisam no planeta com o intuito de colo-
nizá-lo e encontram criaturas semelhantes a sua
espécie, porém com uma diferença fundamental.

Crítica:
Este mini conto escrito à moda do Robert Sheckley,
apresenta uma das mais esquisitas concepções alie-
nígenas da FC (revelar mais do que isso é estragar
a surpresa).
Apesar de se estender por pouco mais de duas páginas,
este engenhoso e criativo conto demonstra grande ri-
queza de imaginação.
Como a maioria de suas melhores histórias dos anos 50,
The Silent Colony é imaginativo, despretensioso e diver-
tido.

Cotação: **** de *****


The Songs of Summer (1955)

Sinopse:
Após distúrbio no tecido espaço-temporal, ambicioso
e frustrado cidadão do século XX é arremessado para
um futuro longuínquo e vai parar numa terra devastada
e escassamente povoada.
Ao ser salvo por um habitante e levado a um grupo de
pessoas prestes a conduzir uma espécie de ritual musical,
Dugan vê nos pacatos e inocentes habitantes a ferramenta
ideal para auxiliar nos seus planos de construção de uma
nova sociedade e deste modo aplacar sua ambição e sede
de poder.

Crítica:
Em sua introdução, o Silverberg fala do seu desejo em
experimentar com múltiplos narradores e pontos de
vista, e a meu ver ele o faz maravilhosamente bem.
As descrições da sociedade pós-bomba são esparsas
e eficientes; nos primeiros parágrafos pensei se tratar
de uma daquelas FC européias semi-experimentais
dos anos 60.
The Songs of Summer é um precursor dos seus con-
tos líricos, e como eles, belo, humano e poético.

Cotação: ****1/2 de *****




The Macauley Circuit (1955)

Sinopse:
Num mundo futuro onde métodos tradicionais de com-
sição e execução são substituídos por técnicas usando
auxílio de computadores, um músico e programador de
sintetizadores recebe de um aluno diagrama de um cir-
cuito semi-experimental que, caso posto em prática, pode
colocar os métodos de composição e execução num patamar
inimaginável.

Crítica:
Os perigos do crescimento desenfreado da tecnologia
é o tema deste conto. Silverberg, conhecido nos anos
50 como um escritor de aventuras de FC slam bang,
atinge um nível de sofisticação e understatement inco-
mum.
O texto é limpo e fluente, os dramas e dilemas dos persona-
gens centrais muito bem trabalhados.
The Macauley Circuit é inteligente, sutil, profundamente
humano e sinaliza o grande escritor que o Silverberg iria
tornar nos anos 60 e 70. Uma pérola.

Cotação: ****1/2 de *****


To Be Continued (1955)

Sinopse:
Romano quasi-immortal com mais de dois mil anos de
existência e com habilidade de assumir várias personali-
dades, procura a parceira ideal para lhe dar um filho
e deste modo dar continuidade a sua linhagem.

Crítica:
Imortalidade é um dos temas prediletos do Silverberg
e neste conto, sua primeira venda para uma revista do
primeiro time, é tratado com sua costumeira inventividade.
Gostei do estilo fluente, do tom leve e dos toques de humor.
Recomendado.

Cotação: **** de *****



Alaree (1956)

Sinopse:
Espaçonave faz pouso forçado para reparos em um planeta
semelhante a terra e a tripulação encontra alienígena perten-
cente a uma gestalt (união) com outros de sua espécie que
desconhece o conceito de individualidade e a palavra 'eu'.
Ao entrar em contato direto com o comandante, o alien
Alaree timidamente começa a tomar conhecimento dos
conceitos básicos de individualidade, mas este aprendiza-
do pode lhe custar caro.

Crítica:
Este fascinante conto aborda temas que mais tarde foram

tratados no romance A World of Change.

Silverberg deliberadamente se distancia do seu hack work
comum nos anos 50 e ensaia os temas dos seus trabalhos
sérios do final dos anos 60.
Um conto simplesmente memorável.

Cotação: ***** de *****


Artifact Business (1956)

Sinopse:
Arqueólogo sem dinheiro para voltar a terra se vê
obrigado a trabalhar para uma companhia de excava-
ções arqueológicas que usa a ciência com fins co-
merciais. Após descobrir a verdade sobre os artefatos
arqueológicos desenterrados e enviados a terra, ele
vislumbra um novo futuro para sua carreira.

Crítica:
Mais outro conto em que o Silverberg tenta sair do
lugar comum, desta vez fazendo uma crítica ao co-
mercialismo e ganância desenfreada das pessoas envol-
vidas em pesquisa e exploração científica para fins uni-
camente comerciais.
Excelente conto com um final extremamente satisfatório.

Cotação: **** de *****


Collecting Team (1956)

Sinopse:
Espaçonave de pesquisa e coleta zoológica, após infrutífera
busca pelo espaço, se vê obrigada a pousar por problemas
técnicos em um estranho planeta paradisíaco com uma riquís-
sima e até então desconhecida fauna. A equipe de pesquisas,

em trabalho de coleta, se vê fascinada com tamanha variedade,
mas o comandante não enxerga com bons olhos o estranho
comportamento dos animais supostamente selvagens.
O mistério se adensa quando o painel de controle da nave apa-
rece misteriosamente danificado.

Crítica:
Uma das coisas mais bacanas neste conto são as descrições
da exótica fauna alienígena, incluindo criaturas semelhantes
a penguins com oito pernas, cachorros sem pêlos e girafas
com tentáculos oculares. A tensão e o mistério do planeta
e das criaturas são bem conduzidos e o final, apesar de um
um pouco forçado e insatisfatório, é criativo e pega o lei-
tor de surpresa.
Mais um belo exemplar do Silverberg cinquentista.

Cotação: **** de *****


A Man of Talent (1956)
Sinopse:
Poeta frustado e sem reconhecimento tenta re-
construir a vida em um longuínquo planeta
colonizado e terraformed no passado por ricas
famílias da terra. Ao tomar contato com uma
antiga geração formada por pessoas com múl-
tiplas habilidades artísticas, ele se dá conta que
o seu almejado reconhecimento artístico será
tão dificil quanto no seu planeta natal.


Crítica:
Neste conto cerebral e psicológico o autor comenta
sobre o papel da arte na vida, assim como as vicissi-
tudes e o(s) objetivo(s) da criação artística (neste caso
a poética). Em nenhum conto do autor escrito nos anos
50 que eu li, fica mais claro e evidente o talento precoce
do Silverberg e de sua intenção em escrever uma FC mais
ambiciosa e cerebral. Se ele não o fez durante a década
com mais frequência foi mais por opção que por falta de
talento.
The Man of Talent é um conto notável.

Cotação: ***** de *****


One-Way Journey (1956)

Sinopse:
Comandante de uma espaçonave pertencente a uma
firma de importação/exportação se vê em apuros
quando um jovem membro de sua equipe com um
histórico de problemas psicológicos se apaixona por
uma alienígena exótica e resolve permanecer no planeta.
Temendo problemas futuros, o comandante tenta con-
vencer o jovem a retornar a nave e após sucessivos fra-
cassos, ele se vê obrigado a submete-lo, contra a sua
vontade, a uma terapia psicológica semi experimental.

Crítica:
Não se deixem iludir pela pieguice do tema central.
Apesar dos primeiros capítulos sinalizarem um conto
estilo "melodrama soap opera", o Silverberg dá um
giro de 180 e leva a história por um caminho totalmen-
te inesperado.
Gostei muito da conclusão inesperada e ao mesmo tempo
plausível.
OWJ é um fino conto psicológico que surpreende do começo
ao fim.

Cotação: **** de *****


World of a Thousand Colours(1956)

Sinopse:
Candidato a uma enigmática competição passada em um planeta
misterioso, é assassinado por um homem que lhe assume a iden-
tidade e parte para o planeta a fim de passar pelo "teste" e faturar
o desconhecido e cobiçado prêmio.

Crítica:
Na introdução de The Silent Colony o Silverberg declara
que o conto é uma tentativa deliberada de emular os temas
e estilo do Robert Sheckley, e a meu ver ele o faz com sucesso.
Em WoaTC ele tenta emular o estilo do Jack Vance e falha miseravelmente, simplesmente porque o estilo ornado, exótico, barroco e idiossincrático do Vance a só ele lhe pertence.
Ainda que possamos traçar algumas influências estilísticas
em seu trabalho (mais precisamente o Clark Ashton Smith
e alguns escritores de fantasia clássica pré-Tolkien), a escrita
do Vance é simplesmente única e a meu ver inimitável.
Dito isto, WoaTC é escapismo mediano.

Cotação: *** de *****



The Warm Man(1957)


Sinopse:
Homem misterioso e sociável com o poder de
absorver as dores e angústias de quem se apro-
xima, muda a rotina de um subúrbio nova yor-
kino ao se envolver com os moradores que lhes
confidencia problemas pessoais.

Crítica:
Neste sensível conto o Silverberg se afasta do estilo
pulp da época e cria uma bela fábula sobre desejos re-
primidos e incompreensão.O tema do vampirismo psí-
quico é tratado com sutileza e sensibilidade; o final é
puro pathos.
Caberia como uma luva na série clássica Além da Ima-
ginação.


Cotação: ****1/2 de ******


Blaze of Glory (1956)

Sinopse:
Em um planeta distante, técnico brilhante com um
histórico de distúrbios psicológicos, entra em con-
flito com um alienígena e tenta remediar a situação de
uma maneira pouco ortodoxa.

Crítica:
Neste conto o autor retrata um homem em eterno conflito
com o mundo e com ele mesmo.Não chega a ser empolgan-
te, mas o final é engenhoso.


Cotação: ***1/2 de *****


Why?-Robert Silverberg (1957)-Resenha de Conto

Sinopse:
Cientistas em uma longa missão exploratória de
planetas desconhecidos se deparam com um dile-
ma filosófico que os faz reavaliar o trabalho de
anos.


Crítica:
Conto de inclinação filosófico-existencial em que
a pergunta do título ganha um peso e dimensão i-
nesperada, graças aos excelentes diálogos e carac-
terização.
Cerebral e instigante, Why? é mais uma pérola
a ser descoberta.


Cotação: **** de *****


The Outbreeders-Robert Silverberg (1957)-Resenha de Conto

Sinopse:
Adolescente prestes a se casar, passa por um rito de passagem
em uma floresta inóspita e se apaixona por uma adolescente
de um clã rival, provocando a revolta do seu melhor amigo.


Crítica:
Mais um conto em que o meu resumo do enredo não faz
juz a riqueza do tratamento que o autor dá a história.
Os temas das diferenças, preconceitos e intolerância ra-
ciais são muito bem conduzidos pelo autor que emprega
um estilo de prosa simples, fluente e smooth.
Os diálogos são o ponto alto deste conto simplesmente
memorável.

Cotação: ****1/2 de *****


There Was An Old Woman (1957)

Sinopse:
Em uma mansão num subúrbio, uma cientista, através de
um método de inseminação artificial semi-experimental,
cria 31 gêmeos quase indênticos e os orienta com diferen-
tes vocações profissionais. No decorrer do desenvolvimen-
to de suas habilidades, com os talentos supostamente natu-
rais começando a se manifestar e desenvolver, cresce tam-
bém uma velada inquietação. Passados vários anos, com ca-
da membro da família supostamente adaptado em sua pro-
fissão, em uma reunião na antiga casa de criação, vem a tona
uma encubada revolta e profunda insatisfação com as esco-
lhas profissionais incutidas pela mãe, assim como seu rígido
controle.


Crítica:

Mais um conto em que o autor se distancia dos temas e estilo
pulp da época e adota um modo mais realista, semi-jornalisti-
tico, distante e ao mesmo tempo confessional. Não seria sur-
presa se fosse publicada num slick magazine (revistas de alta
circulação, impressas em papel de alta qualidade que tinham
nos leitores mainstream o público-alvo).
Um bom conto prejudicado por um final insatisfatório e um
tanto desagradável.


Cotação: **** de *****


The Iron Chancellor(1957)

Sinopse:
Famíla obesa de classe média adquire em uma li-
quidação um novo robô cozinheiro que passa a
controlar e monitorar uma rígida dieta para a fa-
mília.
Insatisfeito com a nova educação alimentar e o
excessivo senso de dever e proteção do robô pa-
ra com a família, um dos filhos tenta desativá-lo
e acaba provocando um curto circuito interno que
acaba por elevar seu senso de lealdade e proteção
a um nível patológico, resultando no confinamen-
to da família na própria casa.

Crítica:
Conto humorístico insubstancial e inofensivo que
cumpre exatamente o que promete: ser escapista e
divertir.
O Asimov e o Simak fazem melhor.

Cotação: ***1/2 de *****


Ozymandias (1958)

Sinopse:
Grupo de exploração composto por equipes ri-
vais de militares e arqueólogos aterrisa em um
planeta árido e pouco promissor.
A contragosto dos militares, os arquéologos con-
seguem um prazo de uma semana para exploração
do planeta e descobrem um robô que no passado
servia de guia turístico e vêem nele um inesgotá-
vel tesouro arquelógico.
Ao voltarem para nave, os arqueólogos decidem
manter a descoberta em segredo, mas os militares,
desconfiados do comportamento errático do grupo,
resolvem investigar e roubam a descoberta com o
intuito de colher informaçoes sobre a engenharia bé-
lica da antiga civilização a fim de utilizarem na terra.

Crítica:
Apesar do curto espaço o Silverberg maneja com maes-
tria a tensão entre os grupos rivais. A excelente carac-
terização do robô me lembrou as melhores histórias
do Simak.
Ozymandias é substancial e inteligente.

Cotação: **** de *****


Counterpart (1958)

Sinopse:
Ator frustado passa por uma psicoterapia experimental em que
absorve a personalidade carismática de um político influente a
a fim de recuperar seu prestígio e sucesso do passado. Mas o tratamento tem um efeito colateral inesperado e para piorar o
ator desenvolve uma obssessão para encontrar o político que também absorveu sua personalidade de ator.

Crítica:
Em meus comentários anteriores, ressaltei por mais de uma vez
do constante interesse do Robert Silverberg em escrever uma FC
tematicamente mais séria e ambiciosa, mas até então essas visíveis mudanças eram muito mais temáticas que estilísticas.
Em Counterpart noto pela primeira vez uma clara mudança no tom e estilo. Sua prosa se torna mais detalhada, densa, layered.
Um belo conto que, mais que qualquer outro dos anos cinquenta, sinaliza o "novo" Silverberg.

Cotação: ****1/2 de *****


Delivered Guaranteed (1958)

Sinopse:
Space trucker, acompanhado de uma jovem e atraente curadora
de um museu, se vê obrigado a transportar para Ganymede uma
cabana de madeira que pertenceu a um revolucionário. Durante a viagem a nave é sabotada por um revolucionário inconformado
com o transporte da cabine.

Crítica:
Gorgon Planet (conto que abre esta coleção) é mediocre mas retém um certo charme e valor histórico, Delivered Guaran-
teed é pura rotina. Porque o Silverberg o escolheu para fechar uma coleção que se propunha a traçar sua evolução como escri-
tor, pra mim é um mistério.
Melhor seria fechar com Counterpart.

Cotação: ** de *****






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