sábado, 7 de abril de 2007

Darby O'Gill and the Little People (1959)-Resenha de filme



Direção: Robert Stevenson

Sinopse:
Em um vilarejo irlandês, zelador viúvo entretém
os frequentadores de um pub com histórias sobre
Leprechauns (os pequeninos do título) e como ele
perdeu para o rei dos pequeninos, dentre outras
coisas, um pote de ouro, produto de um desejo mal
planejado.
Ao ser demitido e substituído amigavelmente pelo
seu patrão por um jovem zelador (um Sean Connery
recém saído da adolescência) e com um prazo de me-
nos de 20 dias para abandonar sua morada, o viúvo,
temendo uma reação negativa de sua filha de 20 anos,
resolve em acordo prévio com o novo zelador, escon-
der a verdade temporariamente.
Numa noite, ao atender o pedido de um padre para
buscar um sino em uma cidade vizinha, o viúvo Darby
O'Gill cai acidentalmente no poço da montanha e vai pa-
rar no mundo subterrâneo dos Leprechauns, e lá é
aprisionado pelo rei que lhe diz o têr salvo do seu mun-
do que não lhe dava mais oportunidades. Quando da
saída dos pequeninos do mundo subterrâneo, Darby con-
segue escapar e chegar no celeiro da sua casa, e lá encon-
tra o fanfarrão rei dos pequeninos. Vendo uma oportuni-
dade para se vingar da traição sofrida há anos quando ele
perdeu seu pote de ouro, Darby embebeda o rei e no raiar
do dia ele se vê impossibiltado de sair do celeiro pois os
poderes dos pequeninos só funcionam a noite.
Como retribuição e vingança, Darby propõe que o rei lhe
conceda três desejos em troca de sua liberdade, sendo que
o primeiro obrigaria o pequenino a permanecer longe do
seu mundo por aproximadamente 15 dias, tempo suficiente
para ele planejar seus pedidos e consequentemente fazer
uma melhor escolha que contribua para o futuro e felicidade
de sua filha.








Crítica:
Não, não e não. Qualquer tentativa de resumo da sinopse ja-
mais será capaz de transmitir com fidelidade a riqueza desta
primorosa produção dos estúdios Disney.
Darby O'Gill and the Little People era o projeto dos sonhos de
Walt Disney e demorou, entre planejamento e filmagem, quase
dez anos para ser finalizado, e o resultado de tanto esmero
e dedicação transparece em cada milímetro da tela.






O diretor Robert Stevenson (o house-director da Disney),
juntamente com seu diretor de fotografia, arte e cenários
conseguiram criar um mundo de rara beleza e intensidade.
A reconstituição do vilarejo irlandês exala uma robusta at-
mosfera local, forte sense of place;os eventos mágicos são
tratados com tamanha casualidade que passam a impressão
que o mundo dos pequeninos, perfeitamente integrado ao
cenário local, realmente faz parte da "história oficial".
Por essa "mágica natural e casual" Darby O'Gill pode ser
considerado como um belíssimo exemplo de realismo má-
gico cinematográfico.
Humor e fantasia são um casamento problemático que
quase sempre descamba para tongue-in-cheek e pastelão
(não que Darby não tenha seus momentos tongue-in-cheek
voluntário, mas o filme é muito bem dosado em todos os as-
pectos com o diretor Stevenson no controle absoluto do seu
material). Darby não apenas mescla estes elementos com
maestria, como adiciona um maravilhoso colorido irlandês
e o resultado final é aquele caso raro da química perfeita.
O viúvo Darby é um dos personagens mais carismáticos e
encantadores da fantasia cinematográfica. As canções sim-
ples, apesar de escassas, são puro deleite (é sempre inte-
ressante ver o futuro 007 cantarolando aos 4 ventos).
O filme foi rodado em glorioso technicolor, que dá a obra,
através deuma paleta de cores berrantes, um verniz irreal,
um colorido quase surreal que me parece perfeitamente
adequado para filmes de fantasia.
Apesar de ter sido feito há mais de 45 anos, os efeitos espe-
ciais ainda impressionam não só pela beleza plástica mas
também pela inventividade e maestria técnica.
A dança na caverna subterrânea, o duelo de inteligências no
celeiro, a aparição do Banshee e da carruagem da morte no
céu noturno, o filme inunda o espectador com uma sucessão
de cenas absolutamente memoráveis, é o ponto alto da Dis-
ney no cinema live action.
Pela sua riqueza de imaginação, esmero artístico e impecável
execução,Darby O'Gill and the Little People pode e deve ser
considerado como umdos melhores filmes de fantasia já feitos.

Cotação: ***** de *****

3 comentários:

Ambigramas Alberto Portacio disse...

Hola

Quiero invitarte a conocer mi blog: http://www.ambigramania.blogspot.com/
Trata de un tipo de arte poco común. Espero te agrade.

Cordialmente,

Alberto Portacio Apicella
Barranquilla.
Colombia

Gabriel disse...

Esse filme passava no SBT com o nome 'A lenda dos anõezinhos mágicos'. Lembro que eu me cagava todo quando o velho ouvia o grito da banshee...

Ramon Bacelar disse...

>>Esse filme passava

Acho que foi nos anos 80 ne?