sábado, 25 de agosto de 2007

Shinjuko Mad (1970)-Resenha de filme


Direção: Koji Wakamatsu

Sinopse:
Após ter seu filho misteriosamente assassinado
em uma casa de hippes que funciona como dope-
house
, pai parte em uma busca desesperada a pro-
cura de um misterioso assassino chamado Shinjuko
Mad. Sem pistas, nem ajuda da polícia, ele vaga
pelo submundo e encontra uma garota que foi violen-
tada na mesma noite da morte do seu filho.






Crítica:
Para mim é extremamente difícil falar sobre o cinema
do Wakamatsu; menos pelos seus aspectos técnicos
e mais pelo tipo de reação que ele me provoca. É um ci-
nema incomôdo, inquieto, desagradável. Produto de uma
época (com alguns aspectos bastantes datados), é verdade,
mas ainda relevante.
Shinjuku Mad é essencialmente cinema existencial maquiado
como exploitation, ou exploitation com doses cavalares
de... não importa. Importa sim, saber o que ele NÃO É:
não é opaco, não é indireto, não é comportado, não é frio,
não é monótono. não é politicamente correto, não é alegre,
não é otimista, não...
Porra.Quantos diretores teriam a manha e os colhões de abrir
um filme com uma cena de múltiplos assassinatos embalado
por uma incomum e maravilhosa trilha sonora jazzística? (o
efeito é totalmente desconcertante, é cinema em estado bruto).
E aqui estou eu, tentando passar as minhas impressões sem su-
cesso, portanto vou ser curto e grosso: Shinjuku Mad é um chu-
te no saco, mas um chute no saco NECESSÁRIO. E não se es-
queçam: Wakamatsu é um fodão.

Cotação: ***** de *****

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