sábado, 8 de setembro de 2007

Pequenos gigantes do cinema fantástico parte 7



Freddie Francis:

Este oscarizado diretor de fotografia começou a
deixar sua marca no cinema fantástico como diretor
no começo dos anos 60 com uma série de filmes
com orçamentos modestos para a Hammer, Amicus
e outros estúdios.
Para a Hammer, trabalhando como segundo diretor
(nos anos de ouro do estúdio Terence Fisher reinava
supremo), fez alguns thrillers e melodramas macabros
sensacionais como Paranoiac e Nightmare assim como
filmes de horror de qualidade variável. Na Amicus (es-
pécie de prima pobre da Hammer), trabalhando como
"diretor da casa" dirigiu alguns filmes-antologias memo-
ráveis como Torture Garden, Dr Terror`s House of
Horror
e Tales from the Crypt. Para outros estúdios fez
filmes geniais como a fantasia psico-sexual vitoriana The
Creeping Flesh
e uma elogiada FC baseada num livro do
Curt Siodmak. Ainda que tenha sido dirigido pelo Jack
Clayton, vale destacar seu extraordinário trabalho de foto-
grafia no filme Os Inocentes.
Muito mais um profissional da área que um cineasta autoral,
é sabido que o Francis nunca foi um admirador de filmes
de horror, mas seus filmes, mesmo em momentos menos
inspirados, demonstram profissionalismo e seriedade além
de serem visualmente extremamente agradáveis (seu trabalho
em The Skull, um dos seus melhores filmes, é especialmente
notável se levarmos em conta os parcos recursos que ele
tinha em mãos).
Freddie Francis, como diretor de cinema fantástico, dificil-
mente alcançará a aclamação de um Mario Bava, Jacques
Tourneur ou Kiyoshi Kurosawa, mas seus melhores filmes
são presença obrigatória em qualquer estante cinéfila que se
preze.

Nenhum comentário: