sábado, 8 de dezembro de 2007

The Outer Limits: The Sixth Finger-Resenha de episódio


Sinopse:
Cientista desenvolvendo experimentos relacionados
a longevidade e aumento de inteligência usa um jo-
vem mineiro como cobaia, mas o experimento to-
ma um rumo inesperado e o jovem passa a se tornar
uma ameaça para a humanidade.





Crítica:
The Outer Limits era uma daquelas séries que tinha tudo
para dar errado: um orçamento ridículo, concorrentes
de peso no mesmo horário e exigências do anunciante
(naquela época os horários televisivos eram geralmente
"comprados" por apenas um anuciante) a torná-lo um
programa mais palatável. Consequentemente os produ-
tores se viram meio que obrigados a colocar um "mons-
tro" por episódio (carinhosamente apelidados como
"Monster of the Week") que acabavam por consumir mais
de 60% do ridículo orçamento. Mas tinha o outro lado da
moeda: concepção e supervisão criativa do Leslie Stevens,
(autor do clássico maldito Incubus estrelado pelo William
Shatner), Joseph Stefano (que mais tarde escreveria o script
de Psicose), um grupo de roteiristas profundamente familia-
rizado com a FC literária e o oscarizado diretor de fotogra-
fia, o gênio do preto e branco, Conrad Hall.
Pelo seu tom sério e realista, boas caracterizações e uma
habilidosa manipulação do que a gente costuma classificar
em inglês como "the suspension of disbilief" (algo como
"a suspenção da incredulidade") TOL pode e deve ser consi-
derado como o real precursor de Arquivo-X ( a meu ver a
semelhança com Kolchak: The Night Stalker é apenas super-
ficial).
The Sixth Finger têm todos os elementos que fizeram de TOL
uma série cultuada, além daqueles já citados: eficiente uso de
sons e background sonoro, atmosférica fotografia e um roteiro
maravilhosamente filosófico e literato.
Adorei a idéia de colocar o laboratório em um casarão semi-gótico
no meio de um vale (sou um profundo admirador do cinema
e estética gótica). Deu um têmpero soturno e melancólico
no que poderia se tornar um conto friamente científico.
O resultado final é uma obra que caminha a fina linha entre o
cheesy e o sofisticado; o ingênuo, despretensioso e ao mesmo tempo
profundo e cerebral; entretenimento superficial e substância na
medida certa. É justamente essa fusão do high brow e low brow
que torna TOL uma série tão carismática e admirada.

Cotação: ***** de *****

3 comentários:

livia soares disse...

Olá,Ramon.
Toda vez que passo por aqui, me dá um desejo enorme de ir para uma casa de praia com o porta-malas do carro cheio de livros e HQ de ficção científica. Grande parte dos seus escritores favoritos são meus favoritos também, sem contar que suas resenhas são muito instigantes. Ah, sim, tem os filmes também... dá vontade de rever os que conheço e de ver os que não conheço. Eu vou fazer isso, qualquer dia. É um dos meus sonhos.
Um abraço.

Luis Azevedo disse...

Quando passo aqui e vejo as ótimas resenhas de filmes do Ramon, coloco minha mula para trabalhar (em locadora não encontro esses obscuros, mas excelentes filmes). Quando vejo as resenhas de contos, romances e quadrinhos, vou a casa dele para saber se tem algo para me vender, hahaha....

Mas falando sério, realmente o blog de Ramon tem uma importância muito grande para quem busca informações acerca de literatura e cinema marginal. As obras apresentadas por ele, são quase sempre desconhecidas do grande público, com características que fogem do lugar comum. Agradeço publicamente a oportunidade que ele me deu de conhecer tantas obras maravilhosas (já comprei muitos livros na mão dele) e as preciosas dicas sobre sobre cinema, quadrinhos e literatura. Ele tem um excelente gosto e grandes conhecimentos sobre estes segmentos artísticos. Ajudou-me bastante, hehe.

Meus parabéns!

Parabéns para a Livia também. Dei uma visitada no blog dela e achei muito interessante. Congratulações pelo ótimo gosto. Serei um frequentador assíduo, a partir de agora.

Abraços.

adam brown disse...

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