
Direção: Juan Lopez Monteczuma
Sinopse:
Em um convento de freiras duas jovens passam
a apresentar comportamento estranho e traços
de possessão demoníaca. Em meio a histeria re-
ligiosa e o temor das madres superioras, uma das
jovens é despossuída através de um ritual maca-
bro que acaba por lhe tirar a vida. Em meio ao
caos um padre é chamado para controlar a situ-
ação.



Crítica:
O enredo desta produção mexicana dos anos 70
é apenas uma desculpa para um desfile infindável
de freiras histéricas, jovens maliciosas transbor-
dantes de sensualidade e sexualidade, torturas,
violência, blasfêmias, nudez e muita, muita gritaria.
Monteczuma tem a mão pesada (controle e suti-
leza definitivamente não entram em seu vocabu-
lário cinematográfico). As cenas de possessão
demoníaca e êxtase religioso são tratadas
com um sensacionalismo e histerismo que é
impossivel levá-las a sério e quase sempre indu-
zem o espectador ao riso involuntário. Parado-
xalmente Alucarda é um dos filmes exploitation
mais estilosos já feitos, com um trabalho de fo-
tografia e direção de arte muito acima da média.
Ainda que não seja um filme de todo coeso, al-
gumas cenas, pela sua intensidade visual, são
simplesmente memoráveis e me faz pensar sobre
o resultado final caso fosse dirigido por um di-
retor com uma mão mais leve e mais talento na
direção de atores.
Eu queria gostar mais de Alucarda pois é um fil-
me com muitas qualidades e é certamente uma
obra que merece uma segunda visita (em breve
vou revê-lo) mas de momento o que posso dizer
é que apesar de toda a sua exuberância visual é
preciso ter saco de ouro para suportar tanta gri-
taria, histeria e sensacionalismo.
Cotação: *** de *****






















