domingo, 3 de fevereiro de 2008

Death Race 2000-Resenha de filme


Direção: Paul Bartel

Sinopse:
Em uma sociedade totalitária e ditatorial,
para manter o status quo e entreter as ma-
ssas, o corrupto presidente promove uma
anárquica e subversiva corrida de carros
transcontinental onde os participantes pon-
tuam atropelando pedestres.







Crítica:
O que faz um filme se tornar um cult-movie?
Quais seus elementos mais comuns? Existe
uma fórmula, método ou "plano de ataque"?
Não sei. Também não sei o que faz essa pro-
dução classe Z funcionar, mas a meu ver fun-
ciona maravilhosamente bem. Seria exagero
dizer que Death Race 2000 é cinema politizado
mas a crítica está lá: no tom escrachado e anár-
quico e na ironia dos diálogos.
O diretor Paul Bartel não é o que chamaríamos de
estilista, suas imagens são cruas e diretas e para
ser bem sincero é um filme bem feinho de se vêr,
mas, por outro lado, ele têm um fine eye para o
crítico, anárquico e o subversivo.
As atuações do David Carradine e principalmente
do Sylvester Stallone são de uma canastrice de cau-
sar arrepios, mas este elemento acaba pesando para
o lado positivo em produções deste tipo.
Death Race 2000 não se leva a sério nem por um
segundo e quem ganha é o espectador quem nem
por um segundo deixa de se divertir.
Maravilhoso entretenimento.

Cotação: ****1/2 de *****

Um comentário:

Lord of Erewhon disse...

Corman é a verdadeira bíblia do cinema fantástico! Para não falar de todos os actores e realizadores a que abriu a porta!

Um génio.
(Avô de Tarantinos e quejandos, mais que Russ Meyer.)