sábado, 23 de fevereiro de 2008

ZAP Comix-resenha de HQ



Zap Comix-Antologia

No final dos anos 60, um bando de doidões bicho-grilo,
capitaneados pelo Robert Crumb, mudaram a face dos
quadrinhos quando decidiram "pendurar na janela
o que os conservadores querem que escondamos no
na gaveta" e o resultado foi um dos experimentos
gráfico-visuais mais extremos, viscerais e revolu-
cionários que se têm notícia.
Esta edição da editora Conrad faz um apanhado do que
foi o começo do movimento underground e coleciona
mais de 150 páginas da nata da Zap. De um javali super-herói
a gangues de motoqueiros, das inquiteções existenciais do Robert
Crumb a experimentos semi-formais do Rick Griffin e Victor
Moscoso, esta edição é ítem obrigatório.

Minhas impressões:

Robert Crumb- Crumb é simplesmente a essência
do comix underground, sem ele o movimento
não existiria como o conhecemos.



S. Clay.Wilson- Crumb era pertubado, depravado
cínico, existencialista, inteligente e gênio. Wilson
fica apenas com a parcela de pertubado e depravado.
Suas histórias são verdadeiros espetáculos de
mau gosto feitos sob medida para chocar. Ame ou
odei-o, dificilmente alguém sairá da leitura com a
sensibilidade intacta.



Gilbert Shelton- Mais conhecido como o criador dos
Freak Brothers, suas HQ's têm um maravilhoso sen-
so de humor. As histórias do Shelton são uma verda-
deira aula em storytelling e humor desopilado.



Rick Griffin e Victor Moscoso-Talvez, de toda turma
da Zap, esses dois sejam os artistas mais viajados.
Algumas histórias (???) são bacanas outras puros devaneios
lisérgicos.





Spain Rodriguez-Certamente o artista mais linear e convencional
da turma e também, a meu ver, o menos interessante. Suas histórias
de motoqueiros não me impressionaram muito.



Robert Williams - Williams é um ícone da arte underground que
ficou mais conhecido pelo público mainstream como o artista
da capa do primeiro disco do Guns 'n' Roses. Eu não sabia do seu
envolvimento com quadrinhos nem com a Zap. Me impressionou
profundamente. Artista de mão cheia e de uma imaginação visual
invejável, seus quadrinhos podem, às vezes, não fazer lá muito
sentido (quem se lembra dos anos 60 é porque não estava lá!!!!),
mas são viagens gráficas memoráveis. Vale ressaltar também a
impressionante semelhança da sua Coochie Cootie com a formi-
guinha evangélica Smilinguido (!!!!!!).



Zap Comix é essencial.

Cotação: ***** de *****


Nenhum comentário: