sexta-feira, 23 de maio de 2008

The Big Book of the Unexplained-Resenha de HQ



Argumento e Desenhos: Vários

Sinopse:
Coleção de fatos inexplicáveis e bizarros
apresentados no formato de quadrinhos.

Crítica:
Alguém se lembra daquelas coleções em
capa dura das Seleções Reader's Digest
com aqueles títulos sonoros e chamativos
como Os Maiores Crimes que o Mundo
Conheceu ou As Maiores Farsas de Todos
os Tempos? Nunca fui leitor dessas coleções,
mas me lembro bem das histórias e causos
que meu pai me contava: o homem que rou-
bou a torre Eiffel, o farsante que vendeu uma
máquina de fazer dinheiro...
Este volume, assim como todos os
outros da coleção da Paradox Press
(extinto selo da DC), segue mais ou menos
a mesma cartilha da Digest com o diferencial
que os textos são auxiliados e complementados
por desenhos.
A julgar pela quantidade de volumes temáticos
lançados, há de se supor que a série teve um
mínimo retorno financeiro e é de se lamentar
que um projeto tão interessante tenha sido
interrompido (vários volumes estão fora de
catálogo e alguns chegam a alcançar altos pre-
ços no mercado de livros usados).
Alguns volumes como o de Fairy Tales são,
comparativamente, tematicamente mais limitados,
outros como este Unexplained são mais variados,
justamente por não se ater a nenhum tema espe-
cifico.
Um dos aspectos que primeiro salta aos olhos
é a variedade e qualidade dos desenhos, que vão
do realista e econômico ao barroco e caricatural.
Intessante notar que nos "causos" e "fenômenos"
mais absurdos (as vezes de fundo folclórico)
o traço ganha contornos mais caricaturais.
O texto é informativo e muito bem escrito, as vezes
com toques de humor e ironia que dão um belo
colorido ao já "colorido" conteúdo do livro.
Os fenômenos propriamente ditos são bastante
variados.Têm bizarrices para tudo quanto é
gosto!!! Dos famosos crop circles ingleses,
a pedras e caixões móveis; de avistamentos
de ovnis a esquisitices Forteanas como o
o "mito do mar supenso de sargasso" e
chuvas estranhas. Desaparecimentos miste-
riosos, coincidências absurdas, maldições
egípcias, viagens no tempo,
dentre outras bizarrerries são narradas
em tons que vão do sério e documental
ao sardônico e escrachado.
The Big Book of the Unexplained é muito
bem pesquisado e editado e um mavilhoso
entretenimento para os arqueólogos do
bizarro e curiosos de plantão.

Cotação: ***** de *****

Brusel e The Invisible Frontier, Vol's 1 e 2 -Resenha dupla de HQ



Brusel (1996)



Argumento: Benoit Peeters
Desenhos: Francois Schuiten

Sinopse:
Na cidade de Brusel, pacato flo-
ricultor recebe visita de um re-
nomado cientista com interesse
em conhecer suas novas flores
sintéticas que ele acredita
estarem em perfeita sintonia com
a gigantesca reforma pela qual
passa a cidade, e que substituirá
a antiga arquitetura por obras
mais funcionais, incluindo um
imenso hospital a ser erguido
próximo a floricultura.
Inicialmente desconhecendo a
magnitude do projeto de reforma,
o pacato floricultor não se opõe
as mudanças, mas quando sua
floricultura começa a apresentar
problemas relacionados ao for-
necimento de água e linha telefô-
nica e, posteriormente, sua inter-
nação por sintomas de tuber-
culose, ele gradativamente
toma consciência das catastróficas
conseqências da reforma pro-
movida pelo governo.



Crítica:
Brusel é o conto de uma cida-
de caminhando para o colapso,
de egos inflados nublados pelo
poder e ambição, de românticos
idealistas e de pessoas comuns
tragadas e desnorteadas pelo fu-
racão das mudanças.
Constant Abeel (o floricultor)
tosse da primeira a última página,
observa, mais perdido que cachorro
cego em tiroteio, passivamente ao
colapso e destruição, incluindo a sua.
Que não passe a impressão ao leitor
se tratar de uma obra depressiva e ni-
ilista; não, não é. Nela os autores optaram
por um estranho tom que fica entre a
comédia negra, humor melancólico,
alegoria político-absurdita com um
espesso verniz de gentleness. Se no
passado recente a série foi criticada por ser
intelectualmente fria e distante (prefiro
definir como "frieza poética") desta
vez muito esforço foi empreendido na
caracterização dos personagens,todos
memoráveis. Memorável também é o
modo episódico com que os autores
constroem sua alegoria sobre poder
e progresso não planejado. Em Brusel
precisão textual, estrutural e gráfica
andam de mãos dadas.
Ambicioso e multitemático, inteligente,
sofisticado e extremamente elaborado,
Brusel é mais um capítulo memorável de
uma das mais bonitas e originais sagas em
quadrinhos já criadas.

Cotação: ****1/2 de *****



The Invisible Frontier, Vol's 1 e 2 (2002)



Argumento: Benoit Peeters
Desenhos: Francois Schuiten

Sinopse:
Jovem cartógrafo sem diploma é re-
crutado para trabalhar num imenso e
decadente centro cartográfico localizado
numa inóspita área desértica e lá encontra
seu futuro tutor que o orienta em sua nova
função, e logo percebe que o centro passa
por intensas mudanças que não são vistas
com bons olhos pelo seu romântico e i-
dealista chefe. Ao se envolver com uma
misteriosa prostituta, o jovem descobre
uma estranha mancha nas costas da garota
que pode têr uma conexão com a real fron-
teira da região do centro, assim como con-
sequências catastróficas para os planos dos
reformadores do centro caso seja desco-
berta pelas autoridades governamentais.
Após a visita do ambicioso e demagogo
líder da cidade de Sodrovno-Voldachia
para a qual a atual reforma do centro têm
influência direta, o jovem cartógrafo, temen-
do a vida da prostituta, a esconde nos sub-
terrâneos do centro onde, para sua surpresa,
encontra um velho conhecido.



Crítica:
Les Cités Obscures talvez seja a mais original
e sofisticada série de quadrinhos atualmente
publicada na europa. Me lembro bem da minha
estupefação há alguns anos atrás quando li
The Great Walls of Samaris (primeiro volume
da série) pela primeira vez. Estava convencido
de ter lido não apenas um quadrinho excepcional,
mas uma obra muito, muito especial. Mas o melhor
ainda estava por vir. Consegui num golpe de
sorte um exemplar usado do segundo volume
Fever in Urbicand (em 2002 estes álbuns ainda
não tinham adquirido o status de ultra-cult, nem
alcançado os preços astronômicos de hoje
no mercado de usados), obra que considero não
apenas uma obra prima dos quadrinhos franco-belga,
mas uma das melhores HQ's de todos os tempos.
Para minha decepção descobri que grande parte da
obra do Schuiten (especialmente a série Les Cités)
ainda estava inédita em língua inglesa, mas acabei
por encontrar na amazon a recém lançada graphic
novel Brusel e acabei comprando antes que sumisse
das prateleiras.
E eis que chegamos aos dois volumes de
The Invisible Frontier, último lançamento de
uma obra de Schuiten em língua inglesa (descon-
tando um portfólio lançado em 2004).
Não posso deixar de registrar que ao final da leitura
fiquei com um gostinho de decepção, aquela sensa-
ção de "é bom, tá tudo ali, MAS, falta alguma coisa".
Acho que o que me incomodou foi menos os desenhos
(continuam mais bonitos do que nunca e sempre será
o motivo primário para leitura da série!!!) que a
abordagem e o desenvolvimento do enredo. Desta vez
optou-se por uma menor ênfase em arquitetura e
perspectiva (diminuindo assim o sense of mystery e
temor Kafkaeano mais presente nos primeiros ál-
buns). O texto do Peeters é econômico, elegante
e sutil (uma leitura desatenta pode prejudicar o
entendimento da obra) mas desenrola sem muito
foco e o tom suave por vezes descamba para a
opacidade. O direcionamento que a dupla deu para
a história após a visita do líder de Sodrovno-Voldachia
também não me agradou. O primeiro volume finaliza
numa nota de tensão e suspense e no segundo os auto-
res jogam o meticuloso build-up pela janela e partem
para outra estrada. O final é mal resolvido e anti-climático.
Com o texto da qualidade do Peeters e a visão e virtuo-
simo gráfico do Schuiten fica difícil não admirar qualquer
trabalho da dupla mas The Invisble Frontier, a meu ver,
está aquém da habilidade de seus criadores.


Cotação: ***1/2  de  *****

quinta-feira, 1 de maio de 2008

The Moment of Eclipse (1969)- Brian Aldiss-Resenha de conto





 Sinopse:
Cineasta experimental se apaixona por uma
enigmática mulher de nome Christiania e vi-
aja para uma politicamente turbulenta África
a fim de encontrá-la, ao mesmo tempo que filma
um documentário na região. Aos poucos come-
ça a ser acometido por estranhas sensações e
por um senso de possessão que acaba por o
conduzir ao "Momento do Eclipse".


Crítica:
Tentar "sinopsizar" um autor tão contundente e complexo
como o Aldiss, ainda mais um conto escrito no pico da
New Wave britânica da FC, é tarefa ingrata, simplesmente
porque para grandes autores como o Aldiss, enredos
certinhos e lineares e/ou a importância que se dá a eles em
detrenimento a outros aspectos literários funcionam mais
como um "freio limitador". Com isso não estou dizendo
que as boas "histórias" seguem APENAS a cartilha (se é
que existe uma!!) dos experimentalistas; nunca vou esque-
cer do prazer que senti de ter lido o Stephen King e Isaac
Asimov pela primeira vez e para ser sincero leio compara-
tivamente pouquíssima literatura pós-moderna.
Aldiss é um artista de mil faces. Discípulo da tradição clássica
da FC britânica existencial-filosófica do Olaf Stapledon,
começou sua carreira como escritor de FC em meados dos
anos 50 com uma série memorável de contos de FC poéticos
e líricos que incorporavam elementos tão díspares como contos
de fadas, fábulas e o cosmicismo do já citado Stapledon.
Na segunda metade dos anos 60 mergulha de
cabeça no psicodelismo e experimentalismo da New Wave
através da publicação de contos na inovadora revista
New Worlds. Sempre inquieto e desbravando
novos caminhos, nos anos oitenta se torna best seller
na europa com uma elogiada série de romances
sociais mainstream e com uma trilogia de FC
chamada Helliconia que já foi comparada mais
de uma vez com a série Duna.
Enquanto que a maioria dos escritores usam o
formato do conto apenas como plataforma ou
"training ground" para romances, Aldiss
continua produzindo histórias curtas de alto
calibre, e a partir do final dos anos 80, artista
inquieto que é, produz uma série de contos inclassificá-
veis e idiossincráticos que misturam mainstream, FC,
absurdismo, realismo mágico, especulação teológica
e filosófica, humor negro e mais um montão de coisas.
Não que estes elementos não estivessem presentes em
sua ficcão clássica, mas desta vez eles ganham
mais destaque, com os tropes e clichês da FC
ficando mais no background.
The Moment of Eclipse é o que poderíamos chamar de novel of
character
onde o foco é mais na psique do personagem que no
enredo e ação propriamente dito. Nele Aldiss bebe diretamente
da fonte dos anti-novelistas franceses onde as variações tonais,
complexidade estrutural, subjetivismo, paralelismo e obliquidade
ditam as regras do jogo.
Senti também um cheirinho dos decadentes com o seu fatalismo,
e a atração do protagonista por "mulheres com naturezas corrup-
tas". Fica difícil falar muito de uma obra tão oblíqua e alusiva
mas não posso deixar de registrar que a cena do suposto "eclipse"
é das coisas mais estranhas e pertubadoras que já tive oportuni-
dade de ler.
Os contos do Brian Aldiss publicados entre 1968-1972
representam a nata da new wave e Moment of Eclipse
um dos exemplos mais representativos.

Cotação: ***** de *****

Best American Comics 2006-Resenha de HQ



Sinopse:
Seleção das melhores HQ's publicadas entre
o período 2005-2006 selecionadas pelos
editores Elizabeth Moore e Harvey Pekar.

Crítica:
Com o aumento de publicações anuais Best
Of no mercado americano, não me veio
como surpresa a proposta em se lançar
por uma grande editora uma seleção
dos melhores quadrinhos do ano. O que me
surpreendeu foi justamente o foco em pu-
blicações indies e de circulação mais restrita.
Maravilhoso ver como o underground ame-
ricano borbulha em liberdade e criatividade
artística.
Claro que por essa proposta em se criar
quadrinhos mais "pessoais" os autores al-
gumas vezes caiam nas armadilhas da auto-
indulgência e panfletarismo político. Mas,
enfim...
Por ter sido co-editada pelo criador da HQ
autobiográfica é natural que a maioria das
seleções apresentem  um conte-
údo mais intimista e/ou introspectivo,
mas a diversidade de estilos e abordagens
é impressionante. Do humor extraordinaria-
mente sutil e poético do Ben Katchor, ao
surrealismo desenfreado e experimentação 
formal da Rebecca Dart, da simplicidade des-
concertante do Ivan Brunetti aos devaneios 
metafíscos do Kurt Wolfgang, da travessura
pós moderna do Joel Priddy a intensidade
dramática do Justin Hall, The Best of é puro
deleite. 
No geral as histórias mais longas (a partir de
agora classificadas como " conto longo e "conto
curto") me pareceram mais interessantes
que as curtas, mas a qualidade como um todo é
bastante alta.
Trezentas páginas de quadrinhos underground,
encadernadas em capa dura e vendida a um
preço comparativamente accessível (geralmente
estas HQ's são lançadas por editoras minúsculas
ou de publicação do próprio autor e custam o olho
da cara) é um verdadeiro presente dos deuses,
mas seria interessante também um pouco de
espaço para o material mainstream. Em sua in-
trodução o Pekar deixa claro sua aversão e
até certo ponto ignorância quanto as HQ's mais
comerciais e a não inclusão de material mais
comercial me deixa a impressão de um certo mau
gosto por parte dos editores.
Mesmo com estes pequenos defeitos The Best of
é uma publicação absolutamente indispensável
para quem quiser saber o que anda rolando no
underground americano.
Abaixo vou relacionar alguns contos que consi-
dero os melhores, seguidos de comentários.

La Rubia Loca-Justin Hall: Extraordinário
conto sobre uma lésbica em crise que em-
barca num ônibus em excursão para o mé-
xico e acaba por se envolver com uma
mulher de comportamento estranho que
posteriormente passa a demonstrar sinto-
mas dos distúrbios de múltipla personalidade.
Talvez o melhor conto do livro e certamente
o mais intenso e dramático. Me deixou uma
profunda impressão.

The Amazing Life of Onion Jack-Joel Priddy:
Deliciosa brincadeira pós-moderna sobre a
vida e morte de um chef que por um acidente
do destino acaba se tornando um super herói
meio relutante.
Interessante o contraste entre os desenhos
estilo "palitinho" e o texto descolado e denso
em referências a cultura pop. Um deleite do
começo ao fim.

Passing Before Life's Very Eyes-Kurt Wolfgang:
Belísima fábula metafísica sobre as últimas
horas de um idoso e sua viagem pela vida tendo
como companheiro em certo ponto seu "eu"
jovem.
Taí um momento quando receio que minhas
palavram sejam insuficientes para transmitir
a beleza e profundidade de um conto. Tái um
novo autor para se ficar de olho; um artista que
conhece a fundo a linguagem dos quadrinhos,
que sabe ser sério sem perder o humor e o
sense of fun.
Simplesmente maravilhoso.

Thirteen Cats of My Childhood-Jesse Reklaw:
Delicioso conto longo sobre a saga de uma família
narrada pelo ponto de vista de uma família de
gatos.
Doce, singelo e humano, Thirteen Cats é uma
pequena pérola. pena que os desenhos não
estejam a altura do texto.

RabbitHead-Rebecca Dart: Quase impossível
de ser resumido e classificado, RabbitHead é
uma espécie de homenagem aos faroestes
italianos utilizando elementos de fábula animal
e dose cavalares de surrealismo e experimen-
tação. Confesso que não estava lá muito entusi-
asmado já que não sou um grande admirador
de experimentações formais, mas ao final da
"leitura" (o conto não têm diálogo) me deixou
uma profunda impressão.
Complexo sem descambar para a incompreen-
sibilidade (pelo menos no que diz respeito ao
desenrolar da ação) e estruturalmente inovador,
RabbitHead é um maravilhoso exercício em
imaginação visual e demência criativa!!
Não me recordo de ter lido uma HQ tão inovadora.

Ready to Die-Kim Deitch: Numca me interessei mui- 
to por "reportagens ilustradas" mas o que me impres-
sionou neste conto-reportagem foi a "falta" daquele
distanciamento jornalístico comum a este tipo de obra.
Me passa impressão que o Deitch acabou se envolven-
do mais do que deveria no caso real de um jovem
americano que estuprou e assassinou pessoas ligadas
a sua namorada após uma crise de ciúmes. Excelente
material jornalístico com uma surpreendente dimensão
humana.

The Adventures of Paul Bunyan and His Ox Babe-Lile Carré:
Singela e humana releitura de um conto folklórico
americano sobre sonhos inocentes e o que é ser
diferente em uma sociedade fria e predatória.

Walkin' the Streets-Robert Crumb: Belíssimo conto
autobiográfico onde o autor narra seu relaciona-
mento com o irmão Charles antes de abandonar sua
casa em definitivo.
Surpreendentemente singelo e poeticamente melan-
cólico, Crumb pode não usar sua metralhadora gira-
tória com a mesma velocidade de outrora, mas seu
virtuosismo gráfico, clareza de visão e genialidade
permanecem intactos.

Goner Pillow Company-Ben Katchor: Humor sutil
e poesia urbana são a tônica desta pérola.
O melhor conto curto da coletânea.

Two Questions-Lynda Barry: Excelente "confissão
ilustrada" sobre os labirintos, bloqueios, dúvidas e
desilusões do processo da criação artística.

Nakedness and Power-Tobocman/Turner/Brownhill:
Energética "reportagem-denúncia" sobre a exploração
dos territórios africanos pelas fábricas de óleo do
ocidente.
Um tanto histérica e panfletária mas também humana e
envolvente.

The Wonder Wart-Hog That Came In from the Cold-
Gilbert Shelton
: O vovô do underground e contêm-
porâneo do Crumb continua queimando chumbo com
seu maravihoso senso de humor anárquico.

John Porcellino, Alison Bechdel, Anders Nilsen, Chris
Ware, Ivan Brunetti
, contribuem com contos de
qualidade variável. Nenhuma história me deixou
uma má impressão mas os trabalhos da Jessica
Abel,  Joe Sacco e Jonathan Bennet
, por uma
questão puramente pessoal, não me impressionaram.


Cotação:  ****1/2  de  *****