terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sandman: Estação das Brumas-Resenha de HQ

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Argumento: Neil Gaiman
Arte: Vários


Sinopse:
Em uma reunião dos perpétuos Lorde Morpheus
se dá conta do seu erro de ter condenado sua
amante Nada aos confins do inferno por puro
orgulho e capricho.
Arrependido, empreende uma viagem aos sub-
terrâneos infernais para salvar sua amada e se redi-
mir do erro.
Chegando lá, com o lugar praticamente vazio, en-
contra um Lúcifer exausto e recém abdicado
do posto de senhor do inferno que lhe entrega a
chave do domínio e a responsabilidade pelo uso do
mesmo. Rapidamente a novidade se espalha pelo
cosmo e o destino da chave terá que ser decidido
no coração do sonhar.


Crítica:
Em Estação das Brumas Mr. Gaiman exercita
toda a sua erudição e talento para justaposição,
unindo mitologias "reais" e imaginárias num
todo coeso e com uma lógica interna própria.
A naturalidade e desenvoltura que ele costura
elementos da mitologia bíblica, nórdica,
egípcia etc, na tapeçaria onírica da Sandman
é digna dos melhores tecelões.
Uma Bast da mitologia egípcia sendo assediada
por um Thor mitológico, ou um love affair entre
criaturas demoníacas pode soar rídiculo,
mas o toque mágico do autor faz tudo parecer
verossímil e natural. Ao longo de seus oito
capítulos testemunhamos uma impressionante
multiplicidade de estilos e tons que vão do
horror a mais pura poesia visual e textual.
Desde os primeiros anos no começo
do século XX, quando lançadas como
tiras de jornais, nunca me pareceu faltar
bons roteiristas nas HQ's, mas pouquíssi-
mos roteiristas antes do Gaiman (Alan
Moore incluso) conseguiram elevar o texto
a um grau tão alto de refinamento e sofisti-
cação.
Por mais que eu admire os goticismos
e britishness de Prelúdios e Noturnos
(o traço do Sam Kieth é uma maravilhosa
homenagem ao trabalho do Bernie
Wrightson) e o surrealismo, horror e caos
estrutural de Casa de Bonecas, Estação das
Brumas talvez seja a obra prima do Gaiman.

Cotação: ***** de *****

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