
Sinopse:
Quatro estórias de suspense e horror
roteirizadas pelo Al Feldstein e dese-
nhada por diversos artistas.
Crítica:
Quando, no final dos anos 40,
os editores da revista Crime Patrol
notaram uma maior aceitação
popular pelas estórias com foco
nos aspectos horroríficos,
se fez necessário uma mudança
de nome e direcionamento.
A partir do número 20 Crypt
of Terror teve seu nome modificado em
definitivo para Tales from the Crypt.
Ghost Ship!
Sinopse:
Casal sobrevivente de um
acidente aéreo embarca
em um navio aparentemente
vazio e lá encontra esqueletos
e um diário de bordo.
Crítica:
Tentativa em se criar um
conto de horror marítmo
na linha do William Hope
Hodgson. Boa arte com
uma impactante cena
no final, mas falta ao conto
tensão e atmosfera.
Cotação: *** de *****
The Hungry Grave:
Sinopse:
Para se livrar do marido al-
coólatra e ficar com herança
mulher convence o amante a
envenená-lo, mas o tiro
sai pela culatra.
Crítica:
Não é dos mais engenhosos e im-
pactantes (o final é previsível e
telegrafado) mas o que o eleva
acima do mediano é a extraordi-
nária arte do Graham Ingels. Dono
de um estilo que eu classificaria
como weird-gothic, Ingels é o
mestre das sombras, atmosfera e
distorções faciais.
Este conto caberia como uma luva
na série Alfred Hitchcok Presents.
Cotação: **** de *****
The Cave Man:
Sinopse:
Curador de um museu se vê
obrigado a abandonar um
projeto particular a contragosto
para se concentrar em uma
descoberta arqueológica.
Crítica:
Este conto um tanto bobo
e previsível caberia melhor num
dos encadernados de Weird
Science ou Weird Fantasy.
Cotação: *** de *****
Voodoo
Sinopse:
Jornalista registra com sua câmera
uma estranha ressureição em um ri-
tual voodoo e vai atrás do seu anfitrião
a procura de informações.
Crítica:
O que anda deixando a desejar em al-
guns contos desta primeira fase da
Crypt é a falta de um big punch e/ou
pay-off no final. Voodoo têm
ótimos momentos mas murcha no final.
Cotação: *** de *****
No geral uma edição decepcionante e inferior
as anteriores cujo destaque é
a estréia do monumental desenhista Graham
Ingels no título, que por si só já vale a leitura.
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