sexta-feira, 6 de março de 2009

The Novel of the Black Seal (1894)/The White People (1899)-Arthur Machen-Resenha dupla de conto




THE NOVEL OF THE BLACK SEAL



AVISO:Possíveis spoilers

Obs:Conto lançado originalmente como
parte integrante do romance em episódios
The Three Impostors.




Sinopse:
Jovem necessitada é contratada
como governanta por um etnólogo
que por anos desenvolve um
estudo teórico sobre mitos e fol-
clore de raiz britânico das fadas, tendo
como ponto focal um misterioso
sinete negro encontrado nas ruínas
babilônicas.
Trabalhando paralelamente como secretária
e o auxiliando em suas pesquisas, nota-se
que o etnólogo, gentil e easygoing de tempe-
ramento, por vezes aparenta ansiedade,
comportamento estranho e dialoga de maneira
indireta e evasiva.
Viajando com as crianças e a governanta para uma
região um tanto isolada e selvática sob o pretexto
de descanso, o etnólogo na verdade pretende
concluir suas pesquisas sobre o folclore das
fairies-little people e elucidar o mistério
do sinete negro, mas a estadia adquire cores sinistras
quando um garoto-criado sofre um violento ataque
epiléptico de características selváticas e primais.

Crítica:
Arthur Machen, junto com o Algernon Blackwood
e Lord Dunsany, me despertou o interesse
de imediato após ler o ensaio do Lovecraft sobre sua obra.
Na época eu não lia uma linha em inglês e fiquei
a ver navios. Mesmo quando consegui traduções
portuguesas (Machen SÓ em inglês)não me im-
pressionou. Agora, lendo no original, percebo que
ele não só foi um gigante, visionário e
inovador, como, talvez, a principal influência
na concepção de Call of Cthulhu do Lovecraft.
Longe (a milhões de km distância!!!!) de ser uma
mera cópia de Black Seal, Cthulhu foi claramente
inspirado e influenciado por essa obra prima
de Machen. Está tudo lá: símbolos e signos obscuros
de imensurável antiguidade, a idéia de um mal
ancestral pesando e influindo no presente, o temor
do desconhecido, o mistério dos rituais e cerimônias
pré cristãs, a "crença" em uma maldição ou mal
ancestral e nossa impossibilidade em defini-los,
os hints e alusões que mais obscurecem que elucidam,
a pouca "importância" dada a caracterização, o
"caos" estrutural(o conto, narrado em parte pelo
ponto de vista da governanta,se desenvolve por
meio de manuscritos, cartas e citações). Ainda
que o estilo do Machen seja infinitamente mais
polido e conciso que o do Lovecraft, nota-se uma
predileção a ofuscaçâo bizarra por meio de nomes
sonoros.
Black Seal é uma obra prima do suspense, sutileza e sugestão
maléfica e sobrenatural, e mesmo em seus momentos mais
escatológicos e viscerais, nota-se um notável
controle do autor sobre seu material.
Pela linguagem polida e refinada, potente poder de sugestão,
e pelas complexas e inesperadas transições entre paisagens
físico-materiais e mental-psicológicas, The Novel
of the Black Seal é, a meu ver, um dos melhores contos
de horror já escritos.


Cotação: ***** de *****


THE WHITE PEOPLE




Sinopse:
Garota registra em seu diário
suas aventuras em campos e flo-
restas junto com sua babá com
quem participa de jogos infantis,
ouve lendas e conto de fadas
e relata seus encontros com um
misterioso "povo branco", ninfas e
outros elementais.
Em sua adolescência retorna a uma
região selvática e primal de sua
infância com pedras em forma
semi-humanas e por vezes arranjadas
em círculos concêntricos e onde,
penetrando em suas regiões mais
remotas, passou por uma enigmática
experiência que, em seu diário,
classificou-a como o Mistério.


Crítica:
Ainda sob o efeito de The Novel of the
Black Seal começo a leitura de White People,
incrédulo quanto as declarações de conhecidos
da net que o consideram como o
melhor conto de horror já escrito.Na verdade,
eu não podia imaginar que o Machen,depois
de escrever Black Seal, poderia se superar.
Bem, neste momento minha língua está em brasa...
Tentar resenhar um clássico e procurar transmitir
a riqueza alusiva, finura estilística,extre-
ma sutileza, riqueza de visão e fertilidade
de imaginação é tarefa prá lá de ingrata.
Poderia dizer que nos últimos anos tive opor-
tunidade de lêr textos em que o autor emula com
relativa habilidade a "voz" de uma criança
(Coraline do Gaiman me vêm a mente) mas nenhum
alcança o refinamento de White People cuja
parte central (o prólogo é um quasi monólogo
filosófico sobre a natureza do bem e do mal e
de como o conceito do "pecado inconsciente" pode
ser ilustrado através do diário de uma adolescente)
e narrada num estilo inocentemente febril, hipnó-
tico e alucinatório, uma quasi "escrita automática"
ou stream of consciousness. Poderia falar sobre a
sacada de gênio (como bem observou o S.T. Joshi)
de transmitir ao leitor um sense of
innocence
(a criança participa dos jogos e brin-
cadeiras com a babá sem saber que estes na verdade
são rituais místicos iniciáticos da witchcraft e
relacionados; mas o leitor "sabe"); ou então poderia
mencionar a "complexidade" e riqueza interpretativa
do conto como um todo e da parte final em especial.
Mas eu acho que o melhor mesmo é deixar todo esse
palavrório para trás e dizer que o melhor mesmo
é ler essa obra prima (está em domínio público,
portanto quem lê inglês não tem desculpa!!!) e tirar
suas conclusões.

Cotações: ***** de *****

11 comentários:

Anônimo disse...

O ensaio do Lovecraft é sensacional. Machen é um dos meus preferidos, já li O Terror, em edição lusitana, e The Great God Pan, ambos muito bons. Com relação a White People, existe um livro chamado, se não me engano, Cerimônias Satânicas, de TED Klein, que é (aham), baseado nele. É um catatau à la Stephen King, com trocentas páginas, meio chatão, mas vale como curiosidade... Fazer um comentário sobre Machen e citar King e Klein, soa como um sacrilégio, mas fazer o que, tristes tempos, os nossos. Parabéns pelo blog.
Claudio

Ramon Bacelar disse...

Oi,

>>>>O ensaio do Lovecraft é sensacional. Machen é um dos meus >>>preferidos

Eu sentia que só poderia avaliar o Machen depois de uma leitura sistemática dos seus contos clássicos escritos nos "yellow nineties" (1890-1901), projeto que finalizei semana passada. A minha
conclusão é que ele foi sim, um gigante mesmo, e talvez a maior influência do Lovecraft.

>>>>Com relação a White People, existe um livro chamado, se não me engano, Cerimônias Satânicas, de TED Klein, que é (aham), baseado >>>nele.

Eu li há muito tempo, antes de conhecer o Machen, e me lembro que não me impressionou.Este livro é baseado num conto chamado The Events at Poroth Farm que é extraordinário. Aliás, como contista Klein é sensacional e um
dos poucos que consegue misturar temas tipicamente Macheneanos e
Lovecrafteanos com uma prosa moderna, acessível mas muito bem trabalhada. Como contista o cara é um craque.

>>>>Fazer um comentário sobre Machen e citar King e Klein, soa como um sacrilégio, mas fazer o >>>que, tristes tempos, os nossos.

Eu acho que cada um é bom em sua área. Eu gosto bastante de alguns livros do King e ao contrário da maioria dos escritores de horror com alguma qualidade, seu forte é o romance. O argumento que sempre uso em algumas discussões sobre horror: quantos romancistas realmente bons nós temos no horror?
Sou um leitor infatigável de contos justamente por não encontrar romances de horror bons o suficiente que consigam sustentar um grau de atmosfera e tensão por
muitas páginas.Um dos poucos que conseguem fazer isso é o King.

Um abraço
Ramon

Anônimo disse...

Do Klein só li mesmo o Cerimonias. E achei chato pra caramba. Acho que o formato ideal para o horror é o conto, que vence o leitor por nocaute, tipo Livros de Sangue, do Barker, enquanto que o romance, se ganhar, é por pontos. O King não me convence mais, gostava no início da carreira dele, O Iluminado, A Hora do Vampiro, Trocas Macabras, etc. Realmente, é difícil citar de cabeça (preciso desencaixotar os meus livros) um grande romancista no gênero. O que você achou de Os Mortos Vivos, do Straub? Na época me agradou, mas não sei se resistiria a uma releitura...
Voltando aos contos, que tal um post sobre M.R. James, Algernon Blackwood, e o meu preferido , ainda que não um escritor de horror "puro", mas um mestre da fantasia: Ray Bradbury?
Abraço
Claudio

Ramon Bacelar disse...

>>>> Acho que o formato ideal para o horror é o conto, que vence o >>>leitor por nocaute,

Exatamente. E arrebata o leitor justamente por sustentar a tensão
da primeira a última página; pelo menos os melhores contos.Um baita exemplo é o Tell-Tale Heart (Coração Delator) do Alan Poe, que li hoje pela manhã mas ainda estou sob seu efeito hipnótico.É
o meu exemplo de "conto perfeito".

>>>tipo Livros de Sangue, do Barker,

O Barker para mim é hit or miss;um
baita escritor mas a meu ver extremamente irregular. Gosto muito de alguns contos do Books of Blood outros me deixam indiferente.

>>>O King não me convence mais, gostava no início da carreira dele, O Iluminado, A Hora do >>>>Vampiro, Trocas Macabras, etc.

É justamente dessa fase que eu gosto e alguns pretendo reler na língua original. Acho que a partir dos anos noventa sua carreira foi meio que por água abaixo. Tem coisas bacanas e chaturas como Insônia.

>>>>>Realmente, é difícil citar de cabeça (preciso desencaixotar os meus livros) um grande romancista >>>no gênero.

Bom, têm exemplos isolados mas eu acho que o mais regular mesmo é o King.

>>>O que você achou de Os Mortos >>>Vivos, do Straub?

Gostei bastante mas eu acho que uma segunda leitura, desta vez no original, vai fazer muita diferença. Acho que até o fim do ano releio.Li alguns contos (postados no blog)e "descobri" um escritor extremamente sofisticado e original, daí meu interesse em reler Os Mortos Vivos.

>>>>Voltando aos contos, que tal um post sobre M.R. James, Algernon >>>Blackwood,

James é um autor que preciso lêr a fundo. seu Mezottint me pareceu interessante mas não me impressionou como esperava. O grande Blackwood conheço mais ou menos bem
e não postei nada por puro desleixo.


>>>>ainda que não um escritor de horror "puro", mas um mestre da >>>fantasia: Ray Bradbury?

Um dos meus prediletos. Seu País de Outubro é uma das melhores coleções de horror já lançadas.Se ele tivesse seguido essa linha certamente teria se tornado um dos maiores escritores de horror do século XX.Mas independente de gênero seus contos e prosa são puro ouro.Em algum lugar no blog têm uma resenha dele.

Este ano resolvi dedicar minhas leituras e releituras a weird fiction clássica fazendo, como dito anteriormente, uma leitura mais ou menos sistemática dos autores clássicos e dos seus contos
essenciais. A lista está sendo reestruturada mas o essencial está aí. Já li o Ambrose Bierce e Arthur Machen e no momento estou relendo o Poe.

Primeiro patamar:
Ambrose Bierce
Arthur Machen
Edgar Allan Poe
Sheridan Le Fanu
Robert Louis Stevenson
Mary Shelley
Guy de Maupassant
H. P. Lovecraft
Robert E. Howard (Horror)
Algernon Blackwood
E.T.A. Hoffmann
Wilkie Collins
Robert Aickman
Guy de Mauppassant
Nathaniel Hawthorne
Clark Ashton Smith (Vol.1)

=============================
Segundo patamar:
William Hope Hodgson
Frank Beknap Long
M. P Shiel
Robert W. Chambers
M.R. James
Fritz Leiber
Robert Aickman
A. E. Coppard
Robert Bloch
Roald Dahl
John Collier

Abs
Ramon

Anônimo disse...

Muito boa sua lista de essenciais. Quem quiser conhecer literatura de horror precisa lê-los, ainda que a maior parte das obras não tenha sido editada em português. Conheci esses escritores através de coletâneas caça-niqueis editadas em inglês, compradas em sebos. No primeiro patamar, nunca li nada de C.A.Smith e R. Aickman. Eu alteraria a ordem, colocando no topo Poe e disputando as outas posições, cabeça a cabeça, Machen, Le Fanu e Bierce.
Uncle Silas, do Le Fanu, acho fundamental. À propósito, o que você achou do The Willows, do Blackwood? É tudo aquilo que o Lovecraft falou? Li no original, séculos atrás, e confesso que não me emocionou. Já do segundo patamar, conheço pouco, fora James e Bloch, mas não haveria um lugarzinho (no quarto de empregada, talvez) para o Richard Matheson? Adoro Hell House, mas posso ter sido influenciado pelo filme "A Casa da Noite Eterna", um dos meus clássicos de infância. Finalizando (por enquanto),gostaria de saber a sua opinião: Não existe ficção de horror de qualidade nos tempos que correm? Só se escrevia horror no século 19, princípios do 20? E apenas em inglês? No Brasil, não há ninguém que mereça atenção?
Valeu,
Claudio

Ramon Bacelar disse...

>>>>>No primeiro patamar, nunca li nada de C.A.Smith e R. Aickman.

O Aickman é um gênio do conto enigmático e obtuso. Não é tudo
que eu gosto, mas qdo acerta a mão é brilhante. Porém, recomendo com
reservas.
Para quem gosta de Howard e Lovecraft o Smith é um autor
indispensável. Nunca entendi porque não ficou muito conhecido.
Considero-o um gigante(resenhei dois contos)


>>>Eu alteraria a ordem, colocando no topo Poe e disputando as outas posições, cabeça a cabeça, Machen, >>>Le Fanu e Bierce.

Essa lista (falha minha não ter explicado)é meu roteito de leitura
e não de preferência ((--:::

>>>>>>Uncle Silas, do Le Fanu, acho fundamental.

Confesso que não tenho muito interesse em romances vitorianos. Mas um dia
encontro coragem para ler um daqueles calhamaços do Wilkie Collins!!!

>>> À propósito, o que você achou do The Willows, do Blackwood? É >>>tudo aquilo que o Lovecraft >>>falou?

Pra mim é um dos poucos contos
de horror que nunca saem do meu top ten (uma aula de tensão, sugestão e manipulação da curiosidade do leitor).Mas eu conheço pessoas que o consideram opaco e superestimado.

>>>>>>mas não haveria um lugarzinho (no quarto de empregada, talvez) para o Richard Matheson?

O Matheson, que eu considero um mestre absoluto do conto de horror
moderno(um dos melhores mesmo), está em outra lista de weird fiction contemporânea que estou elaborando.

>>>>Finalizando (por enquanto),gostaria de saber a sua opinião: Não existe ficção de horror de qualidade nos tempos que >>>correm?

Existe sim, e de altíssima qualidade. Só que você não
vai encontrá-las no mainstream literário (com algumas honrosas exceções!!!). O Underground literário está borbulhando com novos autores. Claro que por ser independente e underground não significa necessariamente que só existam coisas boas (a maioria é merda formulaica e repetitiva), mas dando uma uma procurada encontra-se muito material de qualidade. Thomas Ligotti (que não é tão novo assim), Jeffrey Thomas, Darren Speegle, Jeff Vandermmeer, Laird Barron, W.H.Pugmire... a lista é grande.

Abs
Ramon Bacelar

Ramon Bacelar disse...

>>>No Brasil, não há ninguém que mereça atenção?

O Alvarez de Azevedo foi um romântico dark nos moldes de Byron. Alguns contos do Machado
de Assis como A Causa Secreta
e o Alienista talvez se enquadrem
no gênero. Os excelentes José Veiga e Murilo Rubião (que eu saiba os únicos que se especializaram em ficção fantástica)tem contos com elementos horroríficos.O Bráulio
Tavares pra mim é um dos melhores contistas fantásticos do nosso país mas não sei se atrairia o leitor de horror.
Da nova geração não li quase nada portanto não posso falar. Folheei
o André Vianco numa livraria e não me interessou.

Abs
Ramon Bacelar

Anônimo disse...

Pesquisei os seus posts anteriores: E.C. Comics, Hammer, Mario Bava, Lovecraft, Silverberg ... muito legal, só senti a falta de Heinlein... Você lia os quadrinhos da Warren (Kripta, no Brasil)? Até hoje são os meus preferidos no gênero horror. Teve até um especial com contos do Poe, sem falar que foi a primeira vez que ouvi falar em Lovecraft, com a adaptação de Cold Air. Braulio Tavares é bom mesmo, li uma coletânea dele e gostei. Mundo Fantasmo, se bem me lembro. O que você achou d'Os Portais de Anúbis, do Tim Powers(para mim um autêntico page turner)? É isso aí, continue firme com o blog.
Abraço
Claudio

Ramon Bacelar disse...

>>>>>muito legal, só senti a falta de Heinlein...

O Heinlein é um artista "dividido":
por um lado temos o conservador militarista ultra-reacionário de Tropas Estelares, por outro o gozador-anarquista-satirista-libertário de Um Estranho de Um Estranho Numa Terra Estranha.
Quando comecei a lêr FC, Os Filhos
de Matusalém foi um dos meus livros prediletos assim como alguns contos como A Linha da Vida. Mas não posso dizer que o Heinlein seja o meu cup of tea.
Dentre os clássicos gosto muito dos contos do A. E. Van Vogt, Robert Silverberg (um dos meus favoritos), Bradbury, Robert Sheckley (gênio subestimado), Philip K Dick, alguma coisa do Asimov, Lafferty(outro gênio), Cordweiner Smith, Chad Oliver etc. No geral meu gosto pende mais para a FC soft e humanista.

>>>>Você lia os quadrinhos da >>>Warren (Kripta, no Brasil)?

Na época não acompanhei, mas há alguns anos atrás consegui comprar
alguns exemplares e acabei me tornando fã. Recentemente meu sonho se tornou realidade: A Dark Horse está lançando o material da Creepy e Eerie em edições absurdamente bonitas (a preços inacreditavelmente caros!! mesmo com o desconto da Amazon!). Estou,
a duras penas, comprando devagarinho, e é um dos orgulhos da minha biblioteca.


>>>>>>Teve até um especial com contos do Poe, sem falar que foi a primeira vez que ouvi falar em Lovecraft, com a adaptação de Cold >>>Air.

O Bernie Wrightson é um mestre absoluto do gótico. Vá no site da amazon ou Dark Horse e veja as ilustraçoes para o Frankenstein.


Não li o Tim Powers mas pretendo faze-lo em breve.

Abs
Ramon Bacelar

Anônimo disse...

Não sabia sobre o lançamento da Dark Horse. O preço é assustador, mas vale o investimento. Vi as ilustrações do Frankenstein, maravilhosas; Wrightson é GÊNIO, assim como Frazetta, acho que ambos merecem um post, não? Obrigado pela dica.
Abraço
Claudio

Ramon Bacelar disse...

>>>>>>Vi as ilustrações do Frankenstein, maravilhosas; Wrightson é GÊNIO, assim como Frazetta, acho que ambos merecem >>>>>>um post, não? Obrigado pela >>>>>dica.

agora que você mencionou me lembro que resenhei alguns números
da House of Mystery só não me lembro onde arquivei.