sábado, 30 de maio de 2009

Moonchasers and other stories-Resenha de coleção


Ed Gorman is the most underrated writer of the last 20 years.
Although admired by writers like Dean Koontz, Gorman's work is leagues apart from the formula and routine of ultra commercial stuff of King's clones.He is an extraordinarily prolific romancist but his best work can be found in the short story form.
Although Gorman is an american original his influences can be traced.
His deceptively simple style is a highly original blend of
Bradbury's poetry and nostalgia, Rod Serling's Twilight Zone humanism, King's local colour, the raw nihilistic energy of classic hardboiled writers like Dashiell Hammet and Mickey Spillaine and the "Gorman touch". His plots are tight but his real strenght resides in his masterful characterizations; Gorman's characters are common people "trying to strike a kind of weary bargain with the world", in his own words.
All Gorman's collections are uniformly excellent but I think that Moonchasers and Other Stories is the most eccletic and representative of his short works.The title novella is a little masterpiece of nostalgia, not unlike Bradbury's short works of 40's and 50's and King's novella The Body.
Ed Gorman is a master of the form and deserves a major audience.


MOONCHASERS AND OTHER STORIES:

Moonchasers ============================ *****
Turn Away ============================== ****
Seasons of the Heart =================== ***1/2
En Famille ============================= ****1/2
Mother Darkness ======================== ****
The Beast in the Woods ================= ****1/2
One of Those Days, One of Those Nights = ****
Surrogate ============================== ***1/2
The Reason Why ========================= ****1/2
The Ugly File ========================== ****1/2
Friends ================================ **1/2
Bless us O Lord ======================== ****
Stalker ================================ *****
The Wind from Midnight ================= ***1/2
Prisoners ============================== ****1/2
Render Unto Caesar ===================== ****
Out There in the Darkness ============== *****

domingo, 17 de maio de 2009

Mini conto e flash fiction contemporânea parte 3



D.F. Lewis- Lewis é um pequeno mestre da
vinheta surreal. Insanamente prolífico
e muitas vezes auto-indulgente, suas
melhores estórias demonstram
um refinamento e sofisticação incomuns.
Profundamente britânico.


W.H. Pugmire-Dentre os escritores de 
ficção lovecrafteana não existe nada 
remotamente semelhante aos contos
do Pugmire. Menos preocupado em
criar mais um livro oculto proibido,
ou um novo deus de nome exdrúxulo,
seus contos e flash fiction são acima
de tudo viagens emocionais e espirituais
embalados em prosa suave e macia 
como seda.The Hour of Their Appetite
nos conta a estória de um ator famin-
to e desempregado que, ao entrar num
cinema decrépito, acaba por servir de 
alimento a deuses famintos. Em 
The Jigsaw Boy um homem sem 
coração a procura de sua humanidade
perdida encontra sua salvação (ou
danação dependendo do ponto 
de vista) na corrente de um rio.
Em The Sign That Sets the Darkness
Free, um deficiente vocal é atraído
por uma estranha melodia no pátio
de uma igreja, e lá encontra a chave
para sua salvação e o caminho para
o desejo do seu coração.
Meus resumos não fazem jus a 
beleza e riqueza simbólica destes 
micro contos. 
Mais difícil que ficção 
lovecrafteana de qualidade (além do
mero pastiche) é encontrar tamanha 
delicadeza e sensibilidade neste tipo
escrita. Pugmire não só o faz como 
talvez seja o único. 
Talvez seu estilo poético e atmos-
férico e seu foco em emoções
e imagética espectral seja muito
outré para leitores mais interessados
em enredos bem estruturados e 
prosa impessoal, mas a minha aposta
é que sua obra daqui a uns anos
ocupará um lugar de destaque na 
weird fiction contemporânea.

The House of Mystery #195-Resenha de HQ

Obs: vinhetas e fillers não serão resenhados

The Bat Out of Hell

Sinopse:
No século XVIII marido alcoólatra é
despejado da pensão com sua família
e vai parar em um castelo abandonado
onde acaba por matar a sua esposa.
Ao esconder seu corpo em uma parede
arruinada passa a ser perseguido por um
morcego que acredita ser sua esposa em 
busca de vingança.

Critica:
Nunca consegui entender porque o de-
senhista Nestor Redondo não é lembra-
do com tanta frequência como outros
mestres do horror como o Gene Colan
e Bernie Wrightson. Seu traço clássico
carregado de sombra é ideal para contos 
de horror e neste ele dá um show de
atmosfera. O roteiro do Jack Oleck é 
rotina mas têm um maravilhoso twist
no final. 

Cotação: ****1/2 de *****


The Fantastic Wishing Well

Sinopse:
Criminoso procurado descobre um poço
dos desejos e faz fortuna.Vários anos 
depois é descoberto pela polícia depois
de acidentalmente revelar o produto do
seu roubo anos atrás.

Crítica:
Esta reimpressão dos anos 50
funciona razovelmente bem.
Nada de muito original mas 
prende a atenção até o final.

Cotação: ***1/2 de *****


Things Old... Things Forgotten

Sinopse:
Tirano pretende abrir uma trilha
em meio às colinas com o intui-
to de fazer um ataque surpresa
mas é impedido por forças mis-
teriosas.


Crítica:
O plot é meio que um rip-off do
Monstro do Pântano temperado 
com um quezinho do Lovecraft.
Ainda que eu prefira os originais
este conto está longe de ser ruim.
A arte do fantástico Bernie
Wrightson é boa mas não alcança
o mesmo nível de outros contos.

Cotação: **** de *****


Who Am I?

Sinopse:
Homem desmemoriado vaga
pelas ruas preseguido pela
memória de um rosto desconhecido.

Crítica:
Esta reimpressão dos anos 
50 deveria ter mofado por lá
mesmo!!
Taí um belo exemplo de uma 
ótima idéia pavorosamente 
executada. O final é de uma 
opacidade que causa arrepios.

Cotação: ** de *****


Impressão final:
No geral uma edição um tanto irregular
mas que consegue entreter em suas 45
páginas.

sábado, 9 de maio de 2009

Mini conto e flash fiction contemporânea parte 2



Tim Waggoner-Waggoner têm um agudo senso do
estranho e absurdo que espreita no nosso dia 
a dia. Gosto da facilidade e naturalidade
com que ele insinua o surreal e absurdo
em situações corriqueiras. Mirroing trata 
do conflito de um indivíduo com
seu reflexo no espelho, enquanto que em
Night Eyes uma presença maléfica na forma
de dois olhos atormenta um rapaz recém 
desperto. Prosa limpa e precisa a serviço da
tensão entre o real e irreal, o rotineiro e o
estranho.

Andrew Sands-Não encontrei nenhuma in-
formação na net sobre este autor e infeliz-
mente nenhum conto além dos dois con-
tidos na compilação. O que mais me 
agradou foi sua habildade em sustentar
um clima tenso da primeira a última página.


Brian A. Hopkins- Hopkins é um
autor relativamente novo mas com
uma respeitável quantidade de 
prêmios e indicações. Não co-
nhecia nada sobre o autor mas 
muito me agradou seus micro 
contos da compilação. A Feast
of Crows é um conto simples 
mas muito bem narrado sobre um 
espantalho a mercê de corvos.
Em outro conto o autor narra
a estória de uma obsessão amorosa
e a arrepiante conclusão a que chega
o protagonista. Mesmo em poucas 
páginas nota-se uma notável
fluência narrativa e lightness of touch 
que o eleva acima do mediano e
rotineiro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

The Man of the 99th Floor-J.G. Ballard-Resenha de Conto


Sinopse:
Homem desenvolve estranha obsessão
em subir clandestinadamente prédios de 
cem andares.Perseguido pela polícia pelas
escaladas anteriores em prédios da metrópole, 
é auxiliado por um psicólogo que descobre
um implante hipnótico e como medida de 
precaução lhe insere um contra-implante
que o impede de subir o centésimo andar
com o intuito de lhe poupar de danos físicos
até que o mistério seja elucidado.

Crítica:
Neste sofisticado thriller futurista Ballard
nos apresenta aquele típico protagonista
que eu classificaria como Vanvogteano:
o indívíduo arremessado em um turbi-
lhão de ocorrências bizarras e insólitas,
aparentemente controlado por forças po-
derosas mas de origem desconhecida,
tateando no escuro à procura de memó-
ria, sanidade e sentido (considero o 
A. E. Van Vogt um dos precursores
do movimento New Wave com sua
ênfase na psicologia, especulação
metafísica e originalidade de concepção).
Ballard, visionário e perfeccionista que é, 
capricha nos detalhes e nas acuradas 
observações sociais narradas pelo ponto
de vista do atordoado protagonista.
A parte final com dois twists sensacionais,
ainda que deixe tudo mais ou menos
clarificado, puxa o tapete do leitor pela
surpresa e impacto.
Um belo exemplo de FC avant garde.

Cotação: ***** de *****