sábado, 11 de julho de 2009

Fell-Resenha de HQ


Argumento: Warren Ellis
Arte: Ben Templesmith

Sinopse:

Detetive Richard Fell é transferido para um local
sombrio e decadente conhecido como Snowtown.
Enquanto se adapta a nova vida e toma contato
com os estranhos e superticiosos moradores,
investiga crimes progressivamente mais estra-
nhos e macabros que revelam não apenas
a natureza dos seus moradores como também a
face oculta de Snowtown.



Crítica:
Como um grande roteirista faz a diferença. Do
pouco que conheço do trabalho do Ben
Templesmith, considero-o um dos melhores
ilustradores do horror e macabro da atualidade;
sua arte vaga e surreal (em Fell menos abstrata
e com contornos mais definidos) é perfeita para
este tipo de história mas, sinceramente, nunca achei
os roteiros do Steve Niles a altura do talento do
Templesmith como ilustrador (considero 30 Dias de
Noite um gibi divertido mas nada que justifique
tanto bafafá). Com Fell ele finalmente encontra um
roteirista que realmente faz jus a seu talento e a quí-
mica é perfeita! Fell é um dos melhores gibis de
de investigação macabra que já li e uma das prin-
cipais razões do seu sucesso artístico é a perfeita
sintonia e interação entre texto e desenho. Falar
que Warren Ellis é competente é subestimar seu
imenso talento como roteirista, sua habilidade em
fisgar o leitor com narração e diálogos certeiros, por
vezes melancólicos e amargos, outras de cunho
existencial e filosófico, é inigualável. Ainda que Fell
tenha passagens de violência extrema, seu prota-
gonista tende a resolver os casos com o cérebro
e muita, muita psicologia. Não existem contos ruins
neste encadernado, difícil mesmo é selecionar os
melhores. Acho que os meus preferidos são os nú-
meros 3, 5 e 6 que tratam de um homem bomba
num brechó, um misogenista solitário e um pai egoísta
e pervertido.
Fell é um gibi sombrio e denso, carregado de tensão e passa-
gens de profunda melancolia, solidão, abandono e desolação,
mas também carregado de humanismo e compaixão. Ao
mesmo tempo é um gibi super acessível (seus contos são
inteiramente independentes que em conjunto formam um
big canvas de uma cidade que quanto mais se desintegra
e apodrece mais viva se torna).
Pode não ter a complexidade e a mesma veia satírico-irônica
de um Transmetropolitan, mas é provavelmente sua obra
mais equilibrada.
Imperdível.

Cotação: ***** de *****

3 comentários:

Guilherme disse...

Na minha opinião, Fell é um dos melhores trabalhos do Ellis, onde ele monstra ser um ótimo roteirista sem precisar ser extravagante. Não precisou utilizar toda aquela parada ultra sci-fi para cntar uma história, apenas fez um roteiro que o gênero pede. Já a arte do Templesmith é genial, você frui ela com muito prazer e sem se cansar. Os dois se deram muito bens juntos.

P.S. Só pra alegrar um pouco, no sábado passado o Ellis comentou no Twitter que voltou a escrever o roteiro de algumas séries que ele tinha parado por falta de tempo, entre esses séries estava o Fell. Diz ele que escrever apenas três páginas, mas já é um recomeço...

Ramon Bacelar disse...

OI,

>>>Na minha opinião, Fell é um dos melhores trabalhos do Ellis, onde ele monstra ser um ótimo roteirista sem precisar ser extravagante. Não precisou utilizar toda aquela parada ultra sci-fi para cntar uma história, apenas fez um roteiro que o gênero pede. Já a arte do Templesmith é genial, você frui ela com muito prazer e sem se cansar. Os dois se >>>>deram muito bens juntos.

Fell mostra a versatiliade de Ellis.Um escritor eclético cujo o estilo sempre se adapta ao tipo de estória que ele quer contar.

Guilherme disse...

hahaha

Desculpe os erros de português. Tinha acabado de acordar...