quarta-feira, 29 de julho de 2009

Devir relança clássico da FC brazuca em volume único


TRILOGIA PADRÕES DE CONTATO

Novamente nas livrarias, pela primeira vez em um único volume, a obra mais ambiciosa da ficção científica brasileira

Autor: Jorge Luiz Calife
Capa e ilustrações internas de Vagner Vargas
Editora: Devir Livraria
Selo Pulsar, 644 páginas, formato 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-7532-332-8
Preço recomendado: R$ 52,50

De autoria de Jorge Luiz Calife, a Trilogia Padrões de Contato é formada pela união dos romances Padrões de Contato (1985), Horizonte de eventos (1986) e Linha terminal (1991), e conta com ilustrações e capa do premiado ilustrador Vagner Vargas. O livro conta ainda com uma introdução de Marcello Simão Branco, co-editor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica.
A história começa no século XXV, quando a humanidade domina a natureza com o uso da tecnologia, habita casas atmosféricas flutuantes e vive uma era de hedonismo e tranquilidade econômica e social. Empreiteiros espaciais disputam mega-projetos de ultratecnologia e dividem o Sistema Solar entre si de acordo com seus interesses. Golfinhos mantêm contato telepático com uma inteligência galáctica de bilhões de anos, a Tríade, guardiã da segurança da humanidade. Mas tudo começa a mudar com a chegada do Batedor, uma sonda de uma civilização distante que oferece testemunho de como o destino da humanidade deve ser entre as estrelas.
No século XXVI, A humanidade tenta encontrar saídas para a colonização estelar. Tensões aumentam entre aqueles que desejam manter a pureza do corpo humano, os que se querem a fusão com a máquina, e os que buscam a simbiose com organismos geneticamente manipulados. Baleias trabalham na construção civil em Europa, a lua de Júpiter, e jovens simbiontes conseguem flutuar no vácuo sem trajes espaciais. Contudo, um problema de preservação ambiental pode limitar a construção de um novo porto espacial de grande importância para a Terra.
No século XXVIII, a ultratecnologia trouxe a felicidade? Não para um grupo de transcendentalistas que enviam apelos ao espaço com radiotelescópios. Para eles, a Tríade tem a solução — a fusão de mentes individuais à sua matriz cristalina, unindo a espécie humana à sua consciência coletiva ancestral.
Angela Duncan é a protagonista dessa aventura inacreditável, que recebe da Tríade os dons da imortalidade e a juventude eterna. A saga avança com a descoberta de uma nave de gerações tripulada por brasileiros e vítima de uma cruel ditadura militar, uma guerra com parasitas espaciais, jornadas por de um buraco negro até o passado da Terra, e a resolução do mistério da Tríade.


Com este lançamento de caráter inédito no contexto da ficção científica brasileira, a Devir torna novamente disponível um dos clássicos nacionais do gênero e sua obra mais ambiciosa. Ou como o jornalista Marcello Simão Branco afirma na introdução:

“A publicação dos três livros num único volume é importante, pois os resgata e valoriza perante um novo conjunto de leitores. Torna nova¬mente acessível uma obra que é o clássico de sua geração histórica. Ca¬life já foi chamado de ‘pai da ficção científica hard brasileira’, e não vejo isso com exagero. Pois, de fato, influenciou outros autores a também investirem na seara hard da FC, tornando-a, entre meados dos anos 80 a meados dos 90, uma das áreas mais exploradas pelos autores brasileiros. Embora nenhum deles com a inspiração e riqueza desta obra.”

A ficção científica hard é aquela mais característica do gênero, na qual as ciências exatas e a alta tecnologia são mais evidentes e importantes para a narrativa.


SOBRE O AUTOR:

Jorge Luiz Calife, nasceu em 1951, na cidade de Niterói, Rio de Janeiro. Iniciou seus estudos fundamentais na Escola Estadual Alagoas, no bairro de Pilares. Em 1978, depois de desistir do curso de engenharia, Calife começou a estudar jornalismo na Faculdade de Comunicação Hélio Afonso.
Sua faculdade foi cenário de um curioso episódio: depois de ler uma matéria sobre Arthur C Clarke, autor da obra prima que deu origem ao filme 2001 – Uma odisséia no espaço, dirigido por Stanley Kubrick, na qual o autor inglês dizia estar encerrando sua carreira de escritor, Calife, enviou-lhe uma carta com um resumo de seu conto 2002, que era uma espécie de continuação da obra de Clarke, junto com um pedido para que reconsiderasse sua decisão de encerrar sua carreira. Depois de um mês, Calife recebeu uma resposta de Clarke dizendo que havia gostado das idéias e que as mostraria a Kubrick. Em 1982, foi publicado o romance 2010: Uma Odisséia no Espaço II, que toma como ponto de partida o conteúdo do conto de Jorge Luiz Calife. Em 1984, foi lançado o filme baseado no romance, 2010: O Ano em que Faremos Contato, mas com direção de Peter Hyams.
Durante toda sua vida, Calife tem se dedicado ao estudo das viagens espaciais, e ele acompanhou todas as missões espaciais desde 1960. Essa fascinação com o universo espacial incentivou-o a traduzir obras já conhecidas e de sucesso nos Estados Unidos, escritas por autores como Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, como também a série Duna de Frank Herbert.
Em 1985, Calife lançou seu primeiro romance, Padrões de Contato, a primeira parte de uma trilogia com o mesmo título. Em 1986, publicou o segundo volume que recebeu o nome Horizonte de eventos. Mesmo como jornalista ele já demonstrara seu interesse pelo desconhecido, durante sua passagem pelo Jornal do Brasil (1985-1993), onde era repórter da editoria de ciência. Chegou trabalhar em outros jornais, e escreveu também para a Revista Geográfica e o Jornal da Manchete, ambos extintos hoje.
Foi somente em 1991 que Calife encerrou sua trilogia com o livro Linha Terminal, que lhe rendeu o Prêmio Nova da Sociedade Brasileira de Arte Fantástica. Desde 1996, ele escreve para o caderno Cultura & Lazer do Dário do Vale de Volta Redonda, cidade onde reside.
Em 2004, publicou três livros e iniciou sua carreira na área da literatura infantil.



“Agradeço ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Uma Odisséia no Espaço]”

Como este agradecimento inserido em 2010: Uma Odisséia no Espaço II, Arthur C. Clarke colocou o brasileiro Calife no mapa da ficção científica mundial, abrindo a ele as portas para escrever a Trilogia Padrões de Contato.

Algumas opiniões sobre Jorge Luis Calife e seu trabalho:

Um brasileiro imaginativo, bem informado e irreverente, capaz de lidar com a ficção científica tão bem quanto os melhores autores estrangeiros do gênero.
— Miriam Paglia Costa, Veja.

Os romances de Calife são os primeiros a combinar a escala épica do mito, sense of wonder, e a crença na tecnologia no Brasil... Ele representa uma nova espécie de escritor de ficção futurista no Brasil, que explora questões sociais, ecológicas e políticas, ao mesmo tempo que especula sobre a colonização do espaço e novas tecnologias... Calife ultrapassa os limites dos escritores anteriores do gênero, ao criar um mundo no qual a tecnologia, quando associada a uma consciência social e metafísica, abre um novo conjunto de possibilidades para o futuro.
— M. Elizabeth Ginway, autora de Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro

Dono já de um estilo, Calife manipula os ingredientes próprios do gênero com precisão... sem os artificialismos que tanto prejuízo trazem a grande parte dos volumes que em todo mundo se imprimem...
— Gumercindo Rocha Dorea


O selo “Pulsar”, da Devir, inclui romances de Orson Scott Card (O Jogo do Exterminador e Orador dos Mortos) e Bruce Sterling (Tempo Fechado), o livro de contos de André Carneiro, Confissões do Inexplicável, e a antologia Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica. O melhor da ficção científica nacional e internacional.


Devir Livraria: Rua Teodureto Souto, 624 - Cambuci - São Paulo-SP, CEP 01539-000
Fone: (0__11) 2127- 8787 - horário comercial
Mais informações: marialuzia.devir@gmail.com
Visite o nosso site: http://www.devir.com.br/

3 comentários:

Bongop disse...

Esse livro parece ser muito interessante. Mas diz-me, é HQ ou apenas ilustrado?

Abraço

Ramon Bacelar disse...

Oi,

Na verdade é um romance e não BD.

Abs
Ramon

RobertoCauso disse...

O livro é composto de três romances, cada um deles precedido de uma ilustração.