sábado, 1 de agosto de 2009

The Fantastic Four-234-235 –Resenha de HQ



Sinopse:
Após violentos tremores terrestres,
o grupo traça as causas no espaço 
sideral e se depara com um planeta 
entidade conhecida como Ego que
pretende se vingar de derrotas 
passadas destruindo o planeta terra
e seus habitantes.

Crítica:
Em minhas recentes visitas a blogs
estrangeiros, tenho me deparado com
uma definição, atualmente em voga,
para HQ’s mainstreams modernas (
em especial de super heróis) conhecida 
como “narrative decompression”.
Não entrarei em muitos detalhes
quanto a essa definição, mas, em resumo,
seria um ferramenta narrativa em que
os desenhos são uma parte central
do desenvolvimento da narrativa e o
pouco texto cumpriria a função basi-
camente dos diálogos, com poucas
caixas de narrativa e balões de pen-
samento. No processo acabei desco-
brindo o motivo do meu desconten-
tamento com as atuais HQ’s de super 
heróis. Talvez eu não tenha lido o su-
ficiente para ter uma opinião mais só-
lida (nunca deixei de ler super heróis,
mas nunca foram minha leitura pri-
oritária) mas esse tipo de approach 
as vezes me soa meio fake e derivado
muito mais de uma necessidade mer-
cadológica que impulso artístico. Não
estou dizendo que não leio material
de qualidade, mas a maioria das histórias
me passam a impressão de serem mais
longas que deveriam, com desenhos
chamativos e muito pouco conteúdo
(aqui na Bahia a gente define isso como
encheção de lingüiça). Claro, se por um lado,
em qualquer época, a mediocridade, fórmula
e repetição ad-nauseum sempre foram a
norma, por outro nunca deixou de existir
artistas genuinamente talentosos com ou-
sadia e visão suficiente para driblarem as
limitações que o mercado e os trends os 
impõem. Mark Millar, Warren Ellis (es-
pecialmente em Authority) e o Michael
Brian Bendis utilizam essa ferramenta
em favor da história (ainda que muito
desse material poderia ser “comprimido” 
em menor número de edições, o que seria
muito interessante para o leitor que econo-
mizaria algum cash mas conseqüente-
mente menos grana para a equipe cria-
tiva e editoras que têm maior parte do 
lucro no mercado de encadernados), com
um ótimo aproveitamento do “espaço” 
para aprofundamento psicológico, carac-
terização e conteúdo emocional.
Mas que diabos toda essa conversa têm 
a ver com com um gibi lançado na primeira
metade dos anos 80? Simples. Esse gibi 
foi produzido em uma época em que “as
coisas realmente aconteciam”, uma época
em que você lia 22 páginas e tinha a imp-
pressão de ter lido um épico de 200 e saía
da leitura plenamente satisfeito e esperava
a próxima edição com a certeza de ler uma 
história mais ou menos auto-contida. Bom ou 
ruim, o approach sem firulas era um movimento 
constante, sem o lance de encadernados, edições
de luxo e toda a parafernália que acaba por as-
fixiar o que realmente importa: a criação artística.
Esse Quarteto do Byrne representa o que de
melhor se produziu em super heróis em qualquer
época.
Essa saga nos traz ecos de dois clássicos
da FC: uma literária e outra cinematográfica. A 
idéia de um planeta como entidade viva já foi
explorada magistralmente pelo escritor polonês
Stanislaw Lem no romance Solaris; no cinema
Viagem Fantástica e seu ótimo meio remake
Viagem Insólita abordaram a idéia de uma nave
miniaturizada explorando um organismo vivo.
Byrne utiliza essa idéias e as rearranja num 
contexto de super heróis, e o resultado final 
é nada menos que maravilhoso.Um clássico.

Cotação: ***** de *****


5 comentários:

patati disse...

Ei, Ramón, concordo ge-ral com as suas idéias sobre super-heróis e hqs onde "as coisas acontecem", sem tanta encheção de linguiça! Mas acho importante lembrar que Ego, o planeta vivo, não é uma criação de John Byrne, mas de alguém que era um vulcão de idéias e teve muitas delas RETOMADAS (de maneira bem feliz) por Byrne...Eu tô falando de Jack Kirby, é claro! Abração do patati!

Ramon Bacelar disse...

Falou!! Agora mais um motivo para lêr a fase do Kirby!!!

abs
Ramon

Bongop disse...

Pois, o Ego é mesmo criação da dupla de ouro Lee/Kirby!
:)

Em relação aos comics, sempre achei que eram a telenovela mais gigantesca que alguma vez foi feita! E é como qualquer novela, fases melhores, fases piores, telenovelas melhores, telenovelas piores... isto para não falar no lixo (e também nas pérolas...).

Teste1 disse...

>>>>>>>>Em relação aos comics, sempre achei que eram a telenovela mais gigantesca que alguma vez foi feita! E é como qualquer novela, fases melhores, fases piores, telenovelas melhores, telenovelas piores... isto para não falar no >>>>lixo (e também nas pérolas...).

Pois é, e no final tudo se resume a uma coisinha:
histórias bem e mal contadas. Se é comprimida ou descomprimida, concisa ou prolixa, vai da identificação, sintonia e gosto do
leitor. Eu particularmente adoro
a descompressão do Bendis (seus diálogos fluem que são uma maravilha)
e neste momento estou lendo um board onde estão descendo o sarrafo nele!!! Por outro lado não
consigo ver toda essa genialidade
na Astro City de Busiek. É certamente acima da média, mas a meu ver nada que justifique tanto bafafá. Vou lêr
o segundo encadernado, quem sabe eu mude de opinião.

Abs
Ramon

Anônimo disse...

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