sábado, 5 de setembro de 2009

Precipícios-Letra

Estava futucando uns arquivos antigos 
num diskete e eis que encontro essa 
insignificância. A primeira e ÚNICA 
letra que escrevi.

PRECIPÍCIOS

Dedicada a Zé Ramalho


Cá estamos nós
A beira do precipício
Distantes um do outro
Próximos dos vícios

Barreira intransponível
Estrutura desafiante da razão
Erguida com a argila do temor
E o adobo da religião

REFRÃO:
Olhe para dentro
Desprenda-se da razão  
Rasgue o véu que obscurece
A realidade e a falsa ilusão

Perdido no labirinto das memórias e espelhos
Cambaleante forma vaga a esmo
Olho atentamente e eis que vejo
A caricatura de mim mesmo 

Procurando uma saída
Em meio a realidade crepuscular
Enquanto não a encontro
Continuo a sonhar

REFRÃO:
Olhe para dentro
Desprenda-se da razão  
Rasgue o véu que obscurece
A realidade e a falsa ilusão

E nas horas que se arrastam
E no dia que chegou
Observo as lembranças e a vida
Exalando como mero vapor

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