quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Editora Devir lança romance de horror do Roberto de Sousa Causo



Título: Anjo de Dor
Autor: Roberto de Sousa Causo
Editora: Devir Livraria
Número de Páginas: 207
Arte da capa: Vagner Vargas
ISBN: 978-85-7532-379-3
Preço: R$ 25,00


Anjo de Dor, o novo livro de Roberto de Sousa Causo, é um romance de horror que foi finalista do Projeto Nascente (da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade de São Paulo e do Grupo Abril de Comunicações).

A história é ambientada em uma cidade do interior de São Paulo, igual a tantas pequenas cidades próximas a uma grande capital. Ricardo Conte, o protagonista masculino, um jovem artista sem perspectivas, sobrevive de pequenos empregos até que precisa usar o seu talento de pintor para exorcizar demônios que sequer sonhava conceber. Ele encontra em Sheila Fernandes — a cantora que veio da Capital para se apresentar em uma boate da cidade — uma mulher madura de passado violento, e desenvolve por ela uma paixão irresistível. Sheila, porém, é seguida por um homem do seu passado, o sádico Ferreirinha, disposto a tudo para exercer sua vingança.
O encontro de Sheila com Ricardo mobiliza reações em muitas esferas, neste e no outro mundo, e põe em ação mecanismos que ambos vão lutar para deter. A paixão deles pela vida e de um pelo outro não vai permitir que o leitor abandone a leitura nem por um instante.

O lançamento de Anjo de Dor acontece no dia 2 de dezembro de 2009, uma quarta-feira, na livraria Martins Fontes da Av. Paulista — Av. Paulista, 509, 01420-002 - São Paulo - SP, tel.: (0__11) 3082.8042 - fax.: (0__11) 3082.8780. A partir das 18h30.

Sobre o autor:
Roberto de Sousa Causo cresceu em Sumaré, interior de São Paulo. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo. Seus mais de cinquenta contos e novelas apareceram em revistas e livros na Argentina, Brasil, Canadá, China, Finlândia, França, Grécia, Portugal (com o livro de contos A Dança das Sombras, 1999), República Tcheca e Rússia. Foi um dos classificados no Prêmio Jerônimo Monteiro, da Isaac Asimov Magazine, e no III Festival Universitário de Literatura, com a novela Terra Verde (2001); foi o ganhador do Projeto Nascente 11 de Melhor Texto com O Par: Uma Novela Amazônica (2008). Escreveu para o Jornal da Tarde, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, para as revistas Cult, Ciência Hoje e Palavra, etc. Mantém coluna no Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br), a revista eletrônica do Portal Terra. Seu primeiro romance foi A Corrida do Rinoceronte, publicado em 2006 pela Devir, que também lançou o seu segundo livro de contos, A Sombra dos Homens (2004).

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Creepy 1 & 2-Resenha de preview de HQ



Devido ao sucesso da série Creepy Archives
que tem como proposta relançar em edições
restauradas em capa dura o material clássico
dos anos 60 e 70, a editora americana Dark Horse
resolveu apostar em uma nova encarnação da
revista clássica. Inicialmente minha reação foi de
ceticismo e desinteresse, já que esses remakes
na maioria das vezes são tiros pelas culatras
com frustradas tentativas de "modernizar"
o material clássico.
Que fique claro que não manuseei as edições fí-
sicas deste material (99,9 % do material resenhado
no blog são edições "reais" rsrsrsr) mas a julgar
pelos previews online das duas primeiras edições
dá para notar a proposta em se preservar o espírito
original dos primeiros números quando o foco era
mais para horror de época e gótico, diferente do
approach dos anos 70 quando pendia mais para FC
e fantasias seriais (este material foi lançado no
Brasil na revista Kripta).
De cara as capas já chamam a atenção, não apenas
pelo esmero artístico mas também por captar com
extrema fidelidade o espirito das originais pintadas
pelo lendário Frank Frazetta. O número 1 em especial
traz uma das melhores capas já feitas pelo Eric Powell
(criador da demente e genial Goon), se a intenção era
chamar a atenção do leitor nos racks a editora
já começou com o pé direito.
Pelo pouco que li do preview os contos seguem a linha
tradicional com texto envolvente e boas ilustrações
em preto e branco.
Agora é esperar pelo encadernado.

Quem quiser sacar os previews:

http://www.darkhorse.com/Comics/15-862/Creepy-Comics-1

http://www.darkhorse.com/Comics/15-863/Creepy-2

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Strange Tales # 9-Resenha de HQ

Crítica:
Quem acompanha o Maquinário
sabe que gosto de quebrar minhas
resenhas com críticas e sinopses
mais ou menos detalhadas, especial-
mente em se tratando de quadrinhos
antológicos.
Tinha em mente fazer o mesmo com
esta edição da ST mas a qualidade
dos plots e sua execução é tão
tosca e primitiva que seria um tédio
entrar em detalhes com tamanha
pobreza textual. As edições anteriores
mantinham um certo "equilíbrio" com
com contos que iam do absolutamente
podre ao excelente, com alguns (raros)
pequenos clássicos. Aqui o nível des-
penca de vez e com exceção do último
conto que tem bom desenvolvimento (que
no final murcha com um desfecho tosco
e anticlimático) o resto é ruim de arrancar
cabelos e só nos resta a apreciar a
(sempre) excelente arte rica em atmosfera
densidade e expressões faciais.
Blind Date sobre um malandro tentando
conquistar uma femme fattale começa
razoável mas tem um desfecho horrível.
The Strange Game sobre um mestre do
poker é ruim do começo ao fim, mas o final
é qualquer coisa de surreal, das piores coisas
já publicadas pela Atlas.The Man From Mars nos
traz um Stan Lee pouquíssimo inspirado.Drunk
Deep Vampire da nova dimensão ao termo "cheesy"
mas não é o pior, além de ter um inesperado desfecho
que não faz juz a qualidade podre do script.
The Voice of Doom sobre um chefe autoritá-
rio é de longe o melhor, mas tem um final ruim.
Agora só me resta lêr o # 10 e torcer para que
este gostinho amargo na boca se dissipe.

Cotação: Pelos scripts eu daria -10 mas leva
um 4 pela excelente arte.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Punisher #6 "Don't Fall in New York City"-Resenha de HQ



Sinopse:
Amigo de Frank Castle ex combatente do 
Vitenã, surta após perder o direito de visitar
os três filhos e os assassina junto com a ex-esposa.
Em meio ao burburinho Castle vai a procura
do companheiro.

Crítica:
Em outra resenha sobre o trabalho
do Garth Ennis comentei sobre as
críticas as suas HQ's, algumas
justas, outras superficiais e infundadas.
Pois bem, para aqueles que acham que 
o Ennis só é capaz de escrever estórias
engraçadinhas ou de humor negro com 
ultraviolência, esse número da Punisher 
é um baita exemplo de como ele, quando
quer, é capaz de criar obras sérias
e comoventes sem deixar de lado outros 
elementos costumeiros ao seu trabalho.
Ennis capricha na caracterização e con-
teúdo psicológico e emocional e o resul-
tado é um conto brutal e pertubador mas 
também profundamente humano e emocional.
Don't Fall in New York City é um perfeito 
exemplo de drama noir em quadrinhos.

Cotação: ***** de *****

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Batman Preto e Branco-Resenha de HQ


Com uma proposta em apresentar contos do Batman
em 8 páginas, roteirizados e desenhados por uma 
constelação de artistas, este álbum gráfico acaba por 
surpreender não apenas pela qualidade gráfica e
textual da maioria dos contos, como também na liberdade
e ousadia de abordagem dada aos artistas. O resultado
é um álbum rico e surpreendente a cada página. Uma das
grandes sacadas foi justamente não se ater a fórmulas e clichês
a que estamos acostumados a ver nos títulos mensais
e minisséries. Os contos demonstram muita liberdade artística
por parte de seus criadores e uma variedade de approach e
riqueza tonal não muito comum em HQ's mainstream.
Nota-se com bastante frequência o interesse dos artistas
em imprimir um tom fabular, lendário, e até mesmo folclórico
e alegórico aos contos, rendendo a obra um caráter mais sério
e clássico.
Ainda que figurinhas carimbadas como Neil Gaiman, Howard Chaykin
e Brian Bolland deixem um pouco a desejar em suas histórias, a grande
maioria dos contos cumprem muito bem o seu papel. O resultado é uma
obra gráfica e esteticamente agradabilíssima, que nos proporciona
uma leitura rica e prazeirosa. Vale cada centavo.

Seguem comentários com cotação de * a *****

Luto eterno - Teddy Christensen com sua arte suja, estranha e angular
nos joga numa história de investigação com enfoque psicológico cuja
narrativa elíptica e enredo vago paira na mente muito após a leitura. 

Cotação: ****1/2 de *****



Um para o outro - Bruce Tim (criador da premiada animação do Batman) 
coloca o duas caras como protagonista neste conto sensacional
que é uma perfeito exemplo de literatura pulp-noir em quadrinhos. 

Cotação: ***** de *****


A caçada - Joe Kubert conta uma história relativamente convencional
mas eficiente.

Cotação: ***1/2

Pequenos crimes - Linda arte do Howard Chaykin infelizmente amparada por
um roteiro pouco inspirado.

Cotação: **1/2 de *****



O trompete do demônio - Grande roteiro do Archie Goodwiin (um pequeno mestre 
dos contos de 8 páginas) e espetacular arte do José Munoz fazem deste nostál-
gico conto sobre um trompete amaldiçoado um dos melhores do álbum

Cotação: ***** de *****


Lenda - Batman inserido num cenário de FC distópica pode não parecer
a melhor das combinações, mas a abordagem do Walter Simonson
funciona bem.

Cotação: ****1/2 de *****


Criando Monstros- Grande arte do Richard Corben amparado por
um roteiro pouco inspirado sobre delinquência juvenil.

Cotação: *** de *****

Os Olhos do Menino Morto- A arte surreal e obtusa do Kent
Williams por sí só já vale o tempo empreendido na leitura
deste excelente conto psicológico.


Os Filhos do demônio- Conto rotineiro e pouco inspirado.

Cotação: ** de *****

Um Mundo preto-e-branco- Neil Gaiman decepciona nesta tentativa
de uma abordagem mais humorística.

Boa Noite, Meia Noite-Excelente arte e roteiro do Klaus Janson
que mergulha nos traumas e ansiedades do morcegão.

Cotação: **** de 1/2 de *****


Em Sonhos- Boa arte e roteiro razoável neste conto com clima de horror
dos anos 60.

Cotação; ***1/2 de *****

Assalto- Matt Wagner nos deleita com um delicioso conto cujo impacto
visual e sofisticação gráfica são suficientes para perdoar um roteiro
pequeninho.

Cotação: ****1/2 de *****


Galho Torto- Bill Sienkwicz decepciona neste conto belamente ilustrado
mas com uma verborragia e profusão textual que acaba por pesar na narrativa
e cansar o leitor.

Cotação: ** de *****

Noite de Sangue- Conto de natal simples que cumpre extamente
o que promete: ser escapista e divertir.

Cotação: **** de *****

Sujeito Inocente-O genial ilustrador Brian Bolland tenta uma abordagem pós
moderna para o mito do morcego não inteiramente satisfatória.

Cotação: **1/2 de *****

Monstros no Armário- Mais um excelente conto de FC, bastante movimentado
e com imagética bizarra.

Cotação: ****1/2 de ***** 


Heróis-Mais um feito do grande Archie Goodwin, desta vez acompanhado pelo 
obsessivamente detalhista e genial Gary Gianni cuja maravilhosa arte final
ranhurada nos remete a mestres do passado como o Reed Crandall.
Talvez o melhor conto da coleção.

Cotação: ***** de *****


Despedida- Mais um conto psicológico do Batman com excelente arte estilosa
em que ele visita seus demônios e fantasmas do passado.

Cotação: ****1/2 de *****

A Terceira Máscara- Katshiro Otomo decepciona por repetir
cenários e ação do seu clássico Akira.

Cotação- ** de *****